Maria Helena Vieira da Silva, nascida em Lisboa em 1908 e formada em Paris, a cidade onde habitou parte do tempo, construiu em vida uma carreira bem sucedida, não só em Portugal e em França, mas de grande projeção internacional, como se pode ver pela proveniência de muitas das obras que vemos em “Anatomia del Espacio”, no Guggenheim Bilbao — muitas chegaram de alguns dos museus mais importantes do mundo, entre eles o Centre Georges Pompidou, de Paris, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), o Tate Modern, de Londres, ou o Kunstmuseum, de Basileia —, mas depois da sua morte, em 1992, caiu num aparente esquecimento. Precisamente, é o seu lugar de reconhecimento que se deve associar aos nomes das artistas que compõem a história da arte ocidental do século XX que Flavia Frigeri, comissária desta exposição e responsável pelas coleções da National Portrait Gallery, em Londres, pretende resgatar. Como, em conversa sublinha a historiadora de arte italiana, que se tem dedicado a um trabalho de investigação e curadoria especialmente focado nas artistas mulheres, “num momento em que se vive um tempo feliz no que diz respeito às mulheres criadoras, quando acontece uma exposição como esta, a probabilidade de haver uma visibilidade e um reconhecimento da obra, pode levar outras instituições que têm obras [dela] a querer incluí-la.”
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