O Manchester United perdeu, esta segunda-feira, por 0-1, em Old Trafford, para a 12.ª ronda da Premier League, frente a um Everton reduzido a dez elementos desde os 13 minutos.

Rúben Amorim somou a quarta derrota num jogo que parecia condenado ao sucesso dos “red devils”, mas que acabou com o United incompreensivelmente vergado à segunda derrota caseira do século com o Everton, depois da sofrida em 2013, ainda com Roberto Martínez ao comando da formação de Merseyside.

O Everton ficou reduzido a dez aos 13 minutos, num momento surreal, protagonizado por Idrissa Gana Gueye, o polémico internacional senegalês de 36 anos que em 2022, quando representava o PSG, foi acusado de recusar-se a participar numa campanha, promovida pelas equipas da Liga francesa, de sensibilização e luta contra a homofobia e transfobia.

Gueye, que cerca de um mês antes desse episódio conquistara a CAN2021, na final com o Egipto de Carlos Queirós, surgiria pouco depois associado a rumores de uma possível transferência para Sporting e FC Porto.

O médio, que no caso do jogo em que, supostamente, recusou vestir a camisola com os números estampados com as cores do arco-íris (símbolo da comunidade LGBTQIA+), recebeu, na ocasião, o apoio do próprio presidente do Senegal.

Os rumores que o ligaram a “dragões” e “leões” não se confirmaram, acabando Gueye por regressar a Liverpool e ao Everton por 4 milhões de euros, depois de em 2019 ter sido vendido pelos “toffees” ao PSG por 30 milhões de euros.

Agora, Gueye deixou a equipa em apuros, agredindo (com uma estalada) o companheiro Michael Keane, defesa formado no Manchester United, clube onde cumpriu três jogos na primeira equipa… de Alex Ferguson (2011-12 e 2012-13) e dois com Van Gaal (2014-15).

Apesar da vantagem, a equipa de Rúben Amorim foi surpreendida aos 29 minutos e batida com um golo de Dewsbury-Hall, a dar vantagem ao Everton, que igualou os 18 pontos do United na Premier League.