O suspeito, de 29 anos, informou na quarta-feira a emissora, trabalhou com o exército norte-americano e a Agência Central de Inteligência (CIA) no Afeganistão, chegando aos Estados Unidos um mês após a retirada abrupta das forças norte-americanas daquele país durante a presidência do democrata Joe Biden, em agosto de 2021.
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A Fox News citou o diretor da CIA, John Ratcliffe, que disse que o suspeito trabalhou com os Estados Unidos em Kandahar, no sul do Afeganistão, onde se localizava uma das maiores bases militares norte-americanas.
O ataque ocorreu na tarde de quarta-feira no coração da capital dos EUA, que está ocupada desde agosto por centenas de soldados da Guarda Nacional para patrulhar a cidade, a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, e contra o conselho de autoridades democratas locais.
Os dois soldados feridos estão “em estado crítico” e o atirador suspeito também está “gravemente ferido”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social, chamando o agressor de “animal” e dizendo que este “pagará caro” pelo que fez.
Suspensos pedidos de imigração de afegãos
Na sequência do tiroteio, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de todos os pedidos de imigração de cidadãos do Afeganistão. A medida foi comunicada na conta oficial dos Serviços de Cidadania e Imigração e tem “efeito imediato”.
De acordo com a publicação, todos os processos de asilo vão permanecer suspensos “enquanto se aguarda uma nova revisão dos protocolos de segurança e verificação de antecedentes”.
Antes do anúncio, Trump endureceu a retórica anti-imigração em relação aos cidadãos afegãos e classificou o ataque aos militares da Guarda Nacional em Washington D.C. como “um ato de terror”.
Também responsabilizou diretamente o ex-presidente Joe Biden, lembrando que o suspeito entrou no país em 2021 ao abrigo de um programa que procurava acolher afegãos após o regresso dos talibãs ao poder. “Temos agora de voltar a examinar todos os estrangeiros que entraram no nosso país vindos do Afeganistão”, disse o republicano num vídeo oficial divulgado pela Casa Branca.
Após o ataque, o secretário de Estado da Guerra, Pete Hegseth, afirmou que este tipo de incidentes “não será tolerado”, especialmente porque ocorreu “a poucos passos da Casa Branca”.