Configurar um iPhone novo costuma ser simples, mas deslizes comuns podem comprometer a migração de dados e atrasar o uso do aparelho. Falhas em backups, problemas de conexão e escolhas incorretas na tela inicial são os erros mais frequentes entre usuários.
Grande parte das dificuldades aparece logo nos primeiros minutos de uso, quando o sistema solicita informações de segurança, opções de restauração e ajustes básicos.
Problemas durante a migração são comuns, mas a maioria pode ser evitada com preparação básica e atenção às etapas Foto: Alice Labate/Estadão
Nessa etapa, qualquer detalhe ignorado pode impedir que o novo aparelho funcione totalmente ou recupere todo o histórico do antigo.A seguir, veja os erros mais comuns cometidos por usuários e as orientações para garantir uma configuração completa e sem problemas.
Não fazer backup
Um dos erros mais recorrentes é iniciar a configuração do novo iPhone sem ter um backup recente do aparelho anterior, o que pode resultar na perda definitiva de fotos, contatos, conversas e configurações importantes. Muitos usuários acreditam que o iCloud faz tudo automaticamente, mas nem sempre o backup está atualizado.
O processo correto envolve verificar, no dispositivo antigo, se o backup mais recente foi concluído com sucesso e se inclui todos os dados desejados., considerando que, em aparelhos com pouca memória, é comum que parte dos arquivos não esteja sincronizada.
Para evitar problemas, é recomendado realizar um backup manual antes de desligar o antigo, seja pelo iCloud ou pelo computador. No Finder ou no iTunes, é possível criptografar o backup e garantir que senhas e dados sensíveis também sejam mantidos.
Após o backup, é importante transferir as informações para o novo aparelho, observando com atenção as opções de Restaurar de um backup do iCloud ou Do computador. Caso a seleção incorreta for feita, ainda é possível apagar o aparelho e recomeçar, mas isso aumenta o tempo de configuração.
Não ter as senhas à mão
A configuração de um novo iPhone exige diversas senhas, e muitas pessoas descobrem apenas na hora que não se lembram delas. Sem o código do ID Apple ou da rede Wi-Fi, a ativação do aparelho pode ficar temporariamente bloqueada.
O ID Apple é indispensável para baixar aplicativos, restaurar backups e acessar o iCloud. Sem ele, o usuário fica impossibilitado de concluir etapas essenciais da migração. O mesmo vale para o Wi-Fi, já que, ao configurar um aparelho novo, ele ainda não possui chip com rede móvel e as etapas precisam de conexão à internet.
Por isso, a melhor prevenção é anotar previamente todas as senhas importantes, evitando pausas e agilizando a configuração.
Apagar ou vender o dispositivo antigo muito cedo
Apagar os arquivos de um iPhone antigo antes do fim da migração pode comprometer a transferência de dados e dificultar a autenticação em serviços que exigem verificação em duas etapas. O aparelho anterior ainda pode ser solicitado para confirmar acessos, autorizar contas ou enviar códigos de segurança, e , sem ele, parte dos serviços pode ficar inacessível.
Além disso, caso o novo iPhone apresente alguma falha ou erro de configuração, é o dispositivo antigo que permite reiniciar o processo de forma segura. Por isso, é fundamental mantê-lo intacto e por perto até que tudo esteja funcionando corretamente.
Ignorar atualizações de software
Diferenças grandes de versão entre dois iPhones podem causar incompatibilidades durante a transferência de dados, já que alguns ajustes antigos podem não ser reconhecidos se o sistema estiver desatualizado. Em alguns casos, o próprio iPhone impede a restauração enquanto não instala a atualização pendente.
Sendo assim, verificar e atualizar ambos os aparelhos evita esse problema, além de corrigir falhas que poderiam aparecer durante a migração.
Não configurar recursos de segurança essenciais
Alguns usuários pulam a configuração de Face ID, Touch ID ou código de acesso achando que podem fazer isso depois, mas isso compromete a segurança do dispositivo. Sem essas ferramentas ativadas, o smartphone fica mais vulnerável e perde acesso a recursos que dependem de autenticação biométrica, como o Apple Pay.
A configuração inicial inclui a escolha de um código de seis dígitos e o registro da biometria, etapas rápidas que reforçam a proteção do aparelho.
Realizar esse ajuste desde o primeiro momento evita esquecimentos e garante que o uso do iPhone seja seguro desde o início.