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Limite de 37 casos por 100 mil habitantes foi ultrapassado. Há sete “chaves” neste ano diferente – em Espanha e na Europa.

A gripe também se está a espalhar em Espanha. Nesta quinta-feira, o país vizinho passou a estar sob uma fase epidémica de gripe.

O relatório mais recente do Instituto de Saúde Carlos III mostra que a taxa de sintomas gripais subiu de 35,2 para 40,1 casos por 100 mil habitantes.

Espanha passou a estar sob epidemia de gripe porque o limiar, para essa designação, é de 37 casos por cada 100 mil habitantes; um limite que já foi ultrapassado, ainda em Novembro.

A incidência total estimada de gripe — um indicador que envolve outras variáveis, não só a taxa de sintomas ​​— disparou para 112,2 casos por 100 mil habitantes, bem mais do que os 80,5 na semana passada.

E as previsões indicam que a taxa vai continuar a subir de forma acentuada ao longo das próximas semanas.

Esta fase epidémica da gripe em Espanha vai de encontro com o aviso recente do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças: neste Outono, os casos de gripe estão a aumentar de forma invulgar e precoce com uma nova estirpe.

Em comparação com anos anteriores, os casos estão a surgir três a quatro semanas mais cedo e a circulação está a ser impulsionada por uma nova estirpe de gripe A (H3N2), subtipo K.

É precisamente essa nova estirpe que também se está a espalhar em Portugal.

O jornal El País resume as sete “chaves” deste vírus H3N2, que está a chegar mais cedo e com mutações.

Como já foi mencionado, o vírus é madrugador e é diferente; ainda não há conclusões claras sobre se é mais grave mas, como é diferente, as ondas de gripe deverão ser maiores e mais intensas.

As vacinas não são tão eficazes contra o H3N2; o vírus já começou a ser registado há cerca de um mês em Espanha; a prioridade das autoridades, na lista de recomendações, é vacinar.

Por fim, o pico em Espanha deve também chegar mais cedo, provavelmente já no Natal (costuma ser no fim de Janeiro, ou no início de Fevereiro).


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