O rover Perseverance fez descoberta intrigante ao identificar uma rocha com características completamente diferentes do material marciano típico. A composição química do objeto sugere origem externa ao planeta vermelho, possivelmente vinda do espaço profundo.

Batizada de Phippsaksla, a rocha possui cerca de 80 centímetros de diâmetro e destaca-se visualmente na paisagem marciana. Análises preliminares revelaram composição metálica rara que intriga cientistas da agência espacial norte-americana.

A aparência escultural e elevada da Phippsaksla contrasta drasticamente com as rochas fragmentadas – Imagem ilustrativaA aparência escultural e elevada da Phippsaksla contrasta drasticamente com as rochas fragmentadas – Imagem ilustrativa
O que torna essa rocha marciana tão diferente das demais?

A aparência escultural e elevada da Phippsaksla contrasta drasticamente com as rochas fragmentadas, baixas e planas que predominam na região de Vernodden. Cientistas notaram imediatamente que o objeto não se encaixava no padrão geológico esperado para a cratera Jezero.

As características únicas que chamaram atenção dos pesquisadores incluem aspectos visuais e químicos distintos:

    • Formato alongado e esculpido que difere completamente das formações rochosas fragmentadas ao redor na cratera
    • Altos níveis de ferro e níquel detectados pela SuperCam, combinação típica de meteoritos metálicos interestelares
    • Composição química indicando formação no núcleo de asteroides massivos durante os primórdios do Sistema Solar
    • Posicionamento ereto e destacado que facilitou identificação visual antes mesmo das análises químicas detalhadas

A aparência escultural e elevada da Phippsaksla contrasta drasticamente com as rochas fragmentadas – Fonte: (NASA/JPL-Caltech/ASU)A aparência escultural e elevada da Phippsaksla contrasta drasticamente com as rochas fragmentadas – Fonte: (NASA/JPL-Caltech/ASU)
Por que essa descoberta surpreende os especialistas da NASA?

Embora outros rovers já tenham identificado meteoritos em Marte anteriormente, incluindo exemplares com mais de um metro de diâmetro, esta é a primeira vez que o Perseverance encontra esse tipo específico de objeto. A ausência de meteoritos metálicos na cratera Jezero até agora era inesperada, considerando a idade da região.

Especialistas explicam que toda superfície marciana foi moldada por impactos ao longo de milhões de anos, com meteoros atingindo o planeta constantemente. Porém, meteoritos ricos em ferro e níquel representam apenas cerca de um em cada vinte que caem em Marte, tornando achados como este relativamente raros.

Que informações essa rocha pode revelar sobre o Sistema Solar?

Meteoritos metálicos funcionam como cápsulas do tempo que preservam informações sobre eventos cósmicos violentos ocorridos há bilhões de anos. A Phippsaksla pode conter registros sobre colisões de asteroides que moldaram a formação do nosso sistema planetário primitivo.

Se confirmada oficialmente como meteorito após análises adicionais, a rocha oferecerá dados valiosos sobre processos que cientistas estudam:

O Perseverance já fez outras descobertas importantes em Marte?

Além do meteorito recém-identificado, o rover Perseverance já realizou diversos achados significativos durante seus cinco anos explorando a cratera Jezero. Esta região foi escolhida justamente por poder ter abrigado água no passado, tornando-se local ideal para buscar vestígios de vida antiga.

Recentemente, o rover fotografou rochas com padrões de manchas que cientistas consideram algumas das evidências mais promissoras até hoje sobre possível existência de vida no planeta vermelho. Compostos orgânicos e minerais associados à presença de água foram detectados, alimentando esperanças de que Marte possa revelar segredos sobre vida extraterrestre em futuras análises laboratoriais na Terra.