A Casa do Cerrado, em Ansião, Leiria, é uma habitação que “nasce da paisagem e a ela retorna”, conta o arquitecto responsável do projecto, Jorge Pimenta. “É uma casa pequena, de 120m², mas que tem tudo o necessário.” O facto de ser um projecto de pequena escala permite-lhe “surgir como continuidade do lugar”.
O projecto valeu ao arquitecto do atelier Espaço P2 Arquitectura uma Menção Honrosa nos Prémios Forma 2025, tendo o júri considerado que esta obra arquitectónica é “uma especial e sensível síntese de diversos modos da arte de construir, no espaço e no tempo”.
O interior é caracterizado por madeira que o torna acolhedor, e o exterior conta com reboco branco que confere “textura, luminosidade e resistência”, uma chaminé em betão aparente que “contrasta com a leveza do volume principal”, e uma porta vermelha que “introduz a transição entre o interior e o exterior”. A escolha destes materiais, explica Jorge Pimenta, teve que ver com garantir “durabilidade, baixo impacto ambiental e identificação com as lógicas construtivas locais”.
A ideia é criar um “equilíbrio entre escala, luz, sombra, construção e habitar”, como ilustram as fotografias de José Campos. Dentro da casa, as vigas de madeira aparentes são o que dá “ritmo ao espaço”, e as variações da luz “criam momentos de intimidade, permitindo diferentes formas de ocupar o espaço”.