Nos últimos anos, algumas pessoas têm optado por se afastar de relações afetivas e sexuais de forma voluntária, buscando espaço para reflexão, autoconhecimento e fortalecimento da autoestima. Entre elas, a atriz Luana Piovani, que se define como vivendo um período de “celibato imposto”, afirmando que não pretende se envolver intimamente sem que o parceiro esteja à altura de suas expectativas.
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“Não vou me submeter a caber em ‘espacinho’ de ninguém. Ou é à minha altura, ou não está ao meu lado”, declarou em entrevista. Apesar de estar solteira, a apresentadora mantém critérios claros para um relacionamento: deseja um companheiro com maturidade emocional, bom caráter, hábitos compatíveis com os seus e capacidade de construir uma vida afetiva saudável. Para ela, o amor-próprio se tornou central: “Não que ele já não existisse e não tenha sido muito importante sempre, porém, agora as pessoas notaram que sem ele não é possível viver.”
O fenômeno do celibato voluntário, conhecido em inglês como “volcel” (voluntary celibate), tem se tornado cada vez mais discutido. Outros artistas também compartilham escolhas similares. A cantora Rosalía recentemente revelou que segue essa prática, priorizando a própria autonomia e escolhas conscientes em sua vida afetiva.
O cantor Lenny Kravitz afirmou que está celibatário há nove anos, desde o fim de seu último relacionamento sério: “É uma questão espiritual. Eu me tornei muito apegado aos meus hábitos, à maneira como vivo”. Ele explicou que prefere esperar por alguém compatível com seu estilo de vida antes de se comprometer novamente.
O rapper 50 Cent optou por concentrar sua energia inteiramente na carreira. “Minha nova ideia é tão grandiosa que não tenho tempo para distrações. Estou praticando abstinência. Tenho meditado e me concentrado em meus objetivos”, compartilhou em seu Instagram.
Segundo João Borzino, médico e terapeuta sexual, o celibato voluntário pode trazer benefícios importantes para a saúde emocional e sexual. “Optar por não se relacionar sexualmente ou romanticamente por um tempo pode ajudar a fortalecer o autoconhecimento e a autoestima. É um momento de reflexão sobre o que realmente se busca em um parceiro e na própria vida afetiva”, explica.
O especialista acrescenta: “Para muitas pessoas, essa decisão não é sobre rejeitar relacionamentos, mas sobre estabelecer limites saudáveis e priorizar o próprio bem-estar antes de se comprometer com alguém.”