Em comunicado, a PSP revelou, esta quarta-feira, que a ação policial ocorreu sob a responsabilidade da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) e teve início após a deteção de cinco cidadãos estrangeiros indocumentados provindos de origem considerada «de risco», entre os quais duas menores de idade e uma mulher grávida em termo.
Os indivíduos viajavam com passaportes diplomáticos falsificados da República Democrática do Congo. “Mais tarde e após diversas diligências, constatou-se serem todos portadores de documentos da Guiné-Conacri”, refere a Polícia.
Durante as diligências, uma mulher, cidadã estrangeira, residente legal em França que acompanhava o grupo, foi intercetada e encontrada na posse dos cinco passaportes falsos, tendo sido detida de imediato.
Os passageiros informaram que haviam pago quantias entre dois a três mil euros) pelo transporte até Portugal, com indicação para abandonar os documentos falsos à chegada e solicitar proteção internacional.
Com o apoio da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP foi possível apurar um segundo suspeito, inicialmente apresentado como testemunha, mas que “mantinha contacto direto com o grupo e com a primeira detida”. Este suspeito acabou igualmente detido.
As menores foram sinalizadas e encaminhadas pelas equipas especializadas em casos de tráfico de seres humanos para uma instituição de acolhimento.
A mulher grávida, em fim de tempo, recebeu assistência médica imediata e foi transportada para o Hospital de Santa Maria para ser observada.
Os detidos foram presente à Autoridade Judicial competente.