A nova lista anual da Architectural Digest México e América Latina chegou com um feito raro: 21 brasileiros entre os 100 nomes que, segundo a revista, estão redefinindo arquitetura, interiores e paisagismo no continente. É o maior número de brasileiros já indicado — e um sinal de que a produção nacional segue ganhando terreno fora do País.

Melina Romano, que recebeu a indicação como designer de interiores, celebra a escolha sem perder o pé no chão. Foto: Leca Novo

Entre eles, Melina Romano, que recebeu a indicação como designer de interiores, celebra a escolha sem perder o pé no chão. “Reconhecimentos como este são consequência do caminho, não o destino”, diz à Coluna.

Filha de professora de artes, formada em Florença, ela voltou ao Brasil num momento em que o mercado parecia dividido entre produção industrial e design importado. “Foi nesse intervalo que encontrei meu lugar: trabalhar com o que o Brasil tem de melhor”, conta.

‘Apartamento Olivar’, projeto pelo qual Melina Romano foi indicada à lista.  Foto: Denílson Machado

Para Melina, o destaque brasileiro na lista de 2026 mostra mais do que um bom momento. “É a prova da força de uma criação que nasce de várias camadas — culturais, sociais, sensoriais.” Uma leitura que ajuda a entender por que, lá fora, o olhar está cada vez mais voltado para cá.

Leia outras notícias na Coluna Alice Ferraz