A atriz Clara Moneke marcou presença no ELA Verões, evento promovido pela Revista ELA, realizado neste sábado (7) no Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Acompanhada do namorado, Breno Ferreira, a protagonista de “Dona de Mim” compartilha reflexões sobre identidade, amor e o impacto de sua caminhada no cenário artístico.
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Em um bate-papo sincero, Breno destaca a importância de se reconhecer como pessoa preta em um espaço de visibilidade, ressaltando como sua arte e vivência refletem uma conexão profunda com o seu lugar de pertencimento. “Não tem como ir para outro lugar, a partir do momento que você é uma pessoa preta. A identificação para mim é outra, eu falo do meu lugar, do meu pertencimento a esse espaço”, afirma o artista, enfatizando que a sua jornada vai muito além das aparências externas.
Para Breno, o que realmente importa é a realização pessoal e o impacto positivo que ela causa nas pessoas ao seu redor. “Para mim, é um deleite para além do externo. Como isso vai para o externo, que a gente fica muito feliz. Mas o importante é que são pessoas muito realizadas, jovens, em ascensão, com muito amor. E a tradução disso é pessoas se identificarem, pessoas se torcerem, e a gente fica muito feliz”, diz ele, ressaltando a força do coletivo e a troca genuína de energia que surge a partir dessa identificação mútua.
Clara também reforça que o amor negro, em sua essência, carrega um caráter político, por confrontar as adversidades de uma realidade que não foi construída pelas pessoas negras. “O amor preto por si só já é político, então a gente tenta não viver à margem de uma dor que não fomos nós que inventamos. A gente bate de frente com a realidade, com a estrutura, com o sistema, mas a gente já é a resposta para tudo isso”, explica a jovem, demonstrando resiliência e compromisso com a construção de um futuro mais justo e representativo.
Junto de Breno, ela aponta a importância de seguir trabalhando com dedicação, focando no que é possível fazer de melhor para a arte e para a coletividade. “A gente segue fazendo o nosso trabalho, focando no nosso melhor, no que a gente pode fazer de melhor para nossa arte. E sempre vai ser sobre isso. Sobre a gente, sobre o nosso pertencimento e sobre o coletivo que está acontecendo”, reflete.
Por fim, Clara fala sobre o impacto de sua trajetória, enxergando-a como um exemplo para os que virão. “A gente aqui é o caminho para que muitos fizeram e o caminho que a gente está fazendo para tantos”, conclui.