O ator Vitor Eduardo Dumont Ferreira morreu na noite do último sábado (6/12), após sofrer um mal súbito na estreia do espetáculo Alladin, no Teatro Municipal Glória Giglio, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.
Segundo o coreógrafo Francisco Ribeiro, o artista desmaiou em cima do palco e, inicialmente, os atores e a produção acreditaram se tratar de algum tipo de improviso. No entanto, o chiado no microfone entregou que algo está fora do normal. O Samu tentou reanimá-lo por uma hora, sem sucesso.
O velório e o sepultamento ocorreram no Cemitério Parque das Cerejeiras, no Jardim Ângela, em São Paulo.
Quem era Vitor Dumont?
O artista iniciou a carreira no teatro aos 10 anos. Apaixonado por musicais, integrou o elenco de produções, como Footloose e Quebra-Nozes. Já na montagem de Alladin, Vitor Dumont interpretava o Gênio, um de seus papéis mais importantes até então.
Após a morte do ator, o Studio Clayds Zwing anunciou o cancelamento do espetáculo e informou que está fornecendo “todo o suporte necessário”. Em outra publicação compartilhada no Instagram, a escola de teatro lamentou a morte de Vitor Dumont e destacou sua trajetória.
“Hoje nos despedimos de Vitor Eduardo Dumont Ferreira, o nosso querido Vitor Dumont, 25 anos, nascido em São Paulo, era artista por essência, talento e luz por vocação. Ator, bailarino e cantor de teatro musical, Vitor carregava no corpo e na voz uma energia que atravessava qualquer plateia”, diz a publicação.
A equipe Studio Clayds Zwing continuou: “Formado em Relações Públicas, atuava na área na CiaBTM (Cia Brasileira de Teatro Musical), onde também brilhava como artista. Foi aluno do CEFTEM, do Cisne Negro, onde entrou aos 13 anos, participou do ballet Quebra-Nozes, Footloose no Studio Broadway, e começou sua história na dança aos 10 anos, nos Meninos do Morumbi”.
“No Studio Clayds Zwing, onde era nosso aluno de Teatro Musical, Vitor vivia um dos papéis mais marcantes de sua trajetória: o Gênio de Aladdin. E foi justamente nesse papel, no palco do Teatro Municipal de Osasco Glória Giglio, na noite de estreia, sábado, 6 de dezembro, que ele nos deixou. Um mal súbito interrompeu sua vida enquanto era aplaudido, fazendo a plateia sorrir. Vitor partiu fazendo o que amava, no lugar onde sempre pertenceu: o palco”, continuou.
A escola de teatro seguiu: “Sua presença, seu talento e sua generosidade artística deixam uma marca que não se apaga. Seguiremos honrando sua memória naquilo que construímos todos os dias: arte, entrega, verdade. Que sua passagem seja leve, e sua luz continue guiando quem teve o privilégio de cruzar seu caminho. “Que o palco seja sua eterna morada””.