A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comemora, nesta terça-feira (9), seus 33 anos vivendo um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: além de ter ficado noiva, foi reconhecida como “Mulher do Ano 2025” pela revista Marie Claire, honraria que a coloca ao lado de nomes como Taís Araújo (47), Marisa Monte (58) e Fernanda Torres (60). A conquista, celebrada publicamente por fãs, também se tornou alvo de polêmica — e teve resposta firme da parlamentar.

Nascida em Franco da Rocha (SP), criada na periferia de Francisco Morato (SP) e expulsa de casa aos 15 anos, Erika enfrentou a violência, viveu em situação de rua e encontrou na educação o caminho para transformar a própria história. Foi resgatada pela mãe, retomou os estudos e ingressou na universidade, onde iniciou sua luta no movimento estudantil e deu os primeiros passos para entrar na política.

Hoje, depois de se tornar a primeira vereadora trans eleita em São Paulo e posteriormente a primeira mulher negra trans a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Erika se destaca como uma das principais vozes contra o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e as desigualdades sociais no país. Já recebeu prêmios internacionais, como o Generation Change, da MTV, e entrou na lista da BBC das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo.

O prêmio e a resposta às críticas

Após o anúncio da Marie Claire, o título de “Mulher do Ano” dividiu opiniões, atraindo ataques de setores conservadores e até de pessoas que se autodenominam feministas. Em suas redes sociais, Erika rebateu com contundência, classificando a polêmica como “cortina de fumaça” diante de problemas urgentes, como a escalada de feminicídios no país.

“É como se, ao ser colocada contra o muro, a extrema-direita gritasse: ‘mas também, vocês ficam homenageando trans!’, como se isso justificasse a inação frente à violência contra a mulher.”

A deputada também criticou aquilo que chamou de “supostas feministas radicais”, afirmando que não podem reivindicar o feminismo enquanto silenciam diante de pautas que afetam mulheres negras, lésbicas e trans.

Confira a publicação de Erika Hilton no Instagram em resposta às críticas:

 

Noivado

No final de novembro, Erika Hilton deixou as redes sociais em clima de romance. A deputada federal revelou que foi pedida em casamento pelo namorado, o fotógrafo Daniel Zezza (33).

“Ela disse sim”, comemorou Daniel ao publicar o momento especial, que aconteceu em um restaurante em São Paulo. Na foto compartilhada, o casal exibe as alianças com muita emoção e sorrisos largos.

A assessoria de imprensa de Erika também confirmou a novidade: o noivado foi celebrado durante uma surpresa preparada por Daniel. A parlamentar, emocionada, aceitou o pedido na hora. Felicidades aos noivos!

Pedido de noivado de Erika Hilton - Fotos: Reprodução/InstagramPedido de noivado de Erika Hilton – Fotos: Reprodução/Instagram