“On Falling”, da realizadora portuguesa Laura Carreira, está na lista dos 50 melhores filmes do ano da prestigiada revista britânica Sight & Sound.

A coprodução entre Portugal e o Reino Unido surge em 33.º lugar na publicação do British Film Institute, cujas escolhas foram votadas por mais de 100 críticos, programadores e académicos internacionais e mostram que “o cinema está em plena expansão, enfrentando um ano de dificuldades globais com emoção, inteligência, humor e sensibilidade”.

Esta primeira longa-metragem da realizadora portuguesa que vive e trabalha há mais de uma década no Reino Unido e protagonizada por Joana Santos explora questões sobre precariedade laboral e solidão e estreou nos cinemas nacionais a 27 de março.

“A jovem portuguesa Joana Santos, que trabalha como “separadora de encomendas” num armazém na Escócia, vive a degradação e o isolamento do ambiente de trabalho moderno na exploração silenciosamente devastadora de Laura Carreira sobre o custo humano da economia precária”, elogia a Sight & Sound sobre o trabalho que, entre vários prémios, conquistou os BAFTA da Escócia para Melhor Filme de Ficção e Melhor Argumento de Cinema e Televisão.

VEJA O TRAILER.

A lista inclui outras duas coproduções portuguesas que também passaram pelas salas nacionais: “Misericórdia”, de Alain Guiraudie, em 14.º, e “Tardes de Solidão”, de Albert Serra, em 23.º.

O Melhor Filme de 2025 para a Sight & Sound foi “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson, o épico de quase três horas de ação, drama e comédia à volta da violência radical, ataques à imigração e supremacistas brancos à volta de um revolucionário envelhecido (Leonardo DiCaprio) e na sua filha adolescente (Chase Infiniti), perseguidos por um militar corrupto (Sean Penn).

Seguiram-se até ao 10.º lugar “Pecadores”, de Ryan Coogler, “The Mastermind”, de Kelly Reichardt, “Sirât”, de Oliver Laxe, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, “Foi Só um Acidente”, de Jafar Panahi, “Sorry, Baby”, de Eva Victor, “Hora do Desaparecimento”, de Zach Cregger, “Dry Leaf”, de Alexandre Koberidze, e “Resurrection”, de Bi Gan.

“Em 2025, o cinema não foi um mero espectador. Centros de detenção para imigrantes. Protestos, com manifestantes a serem presos. Governos autoritários a erradicar figuras rebeldes. Guerras culturais e teorias da conspiração. As histórias de muitos dos melhores filmes, escolhidos pelos nossos críticos, poderiam ter sido retirados diretamente das notícias. De alguma forma, mesmo tendo entrado em produção muito antes, muitos destes filmes captaram um reflexo dos horrores desse ano”, resume a publicação.

VEJA A LISTA COMPLETA.