E o que fazer para reduzir para esses custos? O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões defende à “Antena 1” e “Jornal de Negócios” uma possível redução de benefícios.

Os aumentos nos preços dos seguros de saúde, que podem situar-se entre 7% e 10%, pode fazer com que estes produtos se tornem incomportáveis para o consumidor. A reflexão foi deixada este sábado por Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões em entrevista ao programa “Conversa Capital”, dinamizado pela “Antena 1” e “Jornal de Negócios”.

Para este responsável, os aumentos que se têm registado estão diretamente relacionados com a inflação médica que se repercute nos custos e no preço, mas Gabriel Bernardino admite estar preocupado com o futuro.

Gabriel Bernardino refere que se a trajetória continuar, como aliás já foi admitido pelo sector com aumentos entre os 7 e os 10 por cento, isso pode levar a que os custos se tornem incomportáveis para o consumidor. E o que fazer para reduzir para esses custos? O presidente da ASF fala de uma possível redução de benefícios ou algo que resulte num equilíbrio entre todos os envolvidos.

Nesta entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, Gabriel Bernardino revela que o número de participações ao Fundo de Garantia Automóvel de condutores sem seguro aumentou o ano passado 23 por cento e este ano já vai com um acréscimo de 9 por cento, por comparação com o período homólogo de 2024.

Apesar de ainda não ter dados concretos, esta tendência poderá estar associada nomeadamente às entregas ao domicílio e a determinadas categorias. Por isso, a ASF vai avançar com uma campanha para sensibilizar para a necessidade de ter seguro automóvel.

O regulador dos seguros defende ainda a criação de uma “nova marca” de um novo produto que possa vir a substituir o PRR, com toda a popularidade que este teve, mas que foi perdendo ao longo dos anos, porque foi sendo descaracterizado.

Gabriel Bernardino admite que o PEEP (Produto Individual de Reforma Pan-Europeu), o chamado PPR europeu, pode ser alternativa, mas confessa que será melhor “construir uma nova marca de um produto de verdadeira poupança para a reforma de longo prazo”. Teria de ser simples, transparente e com os custos mais baixos.