Eis o Raio-X possível da unidade motriz de Fórmula 1 do projeto Audi F1, com potência total de cerca de 750 kW e desenvolvida e produzida em Neuburg an der Donau, na Alemanha.
A unidade é composta por três blocos principais: o ICE (Internal Combustion Engine), um motor de combustão interna 1.6 turbo de cerca de 400 kW, a funcionar com combustível sustentável e com débito máximo de energia de 3 000 MJ/h; o ERS (Energy Recovery System), que integra armazenamento de energia, unidade de controlo eletrónico e um MGU-K com potência máxima de 350 kW, responsável por recuperar energia cinética em travagem; e a GBX (Gearbox), uma caixa de velocidades de oito relações que permite mudanças sem interrupção da transmissão de binário.
Como são os motores e unidade motriz híbrida de 2026
Novo motor turbo V6 de 1,6 litros, mantendo o conceito híbrido.
Bateria de alta capacidade: potência elétrica sobe de 120kW para 350kW no MGU-K, triplicando a energia disponível e tornando o componente elétrico quase igual ao térmico.
MGU-H removido para simplificação técnica e redução de custos.
Distribuição de energia: cerca de 50% do total provém da eletricidade, 50% do motor de combustão interna.
Mais eficiência na regeneração de energia na travagem, duplicando para 8.5MJ por volta.
Combustível 100% sustentável e foco ambiental
Todos os monolugares utilizarão combustível totalmente sustentável, não apenas com etanol, mas com combustíveis sintéticos, assegurando neutralidade carbónica.
A F1 lidera uma campanha para que esta tecnologia possa ser implementada em automóveis convencionais, aproximando-se da meta de neutralidade climática em 2030.