Do mobiliário original, só restou um banco na chapelaria. “Compus tudo de forma muito livre, sem regras, com objetos que faziam parte do meu cotidiano e tinham sinergia com a fazenda”, detalha. A casa pedia cor e tinha, no passado, um tom de amarelo desbotado com verde, que parecia jamais ter sido retocado. Os afrescos internos caíram no dia em que a residência foi colocada no eixo: “Aquele foi um momento simbólico, para começar um ciclo novo”. Agora em branco e azul, ela segue a arquitetura colonial goiana com forros pintados – o da cozinha, de laranja, acompanhando o piso de cimento queimado amarelo. Ali, ele prepara comidinhas ao lado do marido, o arquiteto Marcelo José Trento Costa, no mesmo ritmo em que a obra foi feita, sem pressa, com equipe pequena. “Quando estamos aqui, à noite, desligamos todas as luzes e sentamos na praça da lareira. Dali, contemplamos o céu estrelado que podemos chamar de nosso infinito particular”, compartilha Marcelo.