A Larian Studios, o estúdio belga responsável pelo grande sucesso Baldur’s Gate 3, tornou-se num dos temas mais discutidos nos últimos dias, depois de o seu diretor executivo, Swen Vincke, ter falado abertamente sobre a forma como a empresa está a utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa no seu novo projeto, Divinity.

A confusão começou depois de uma entrevista em que Vincke admitiu que a Larian tem feito experiências com IA nas fases iniciais do desenvolvimento, por exemplo, para explorar ideias, ajudar em apresentações internas, fazer esboços preliminares de arte concetual ou gerar textos provisórios. Apesar de não se tratar de conteúdo final do jogo, o assunto causou desconforto nos jogadores e até mesmo alguns ex-funcionários a perguntarem-se até que ponto isto afecta a criatividade humana e os artistas.

Vincke respondeu às críticas, num post mais informal no X: “Foda-se pessoal, nós não estamos a “esforçar-nos” para ou substituir artistas conceptuais por IA.”. Insistiu que a Larian tem uma grande equipa de artistas (72 no total, com 23 dedicados apenas à arte concetual) e que estão a contratar mais talento, não menos.

Explicou que a IA é utilizada apenas como uma ferramenta para explorar referências ou ajudar num brainstorming inicial, algo comparado com a utilização do Google ou de livros de arte para procurar inspiração, sempre com a obra final a ser criada pelos próprios artistas humanos.

Por isso, a Larian garantiu que não haverá conteúdo gerado por IA nos jogos finais, incluindo Divinity, que foi recentemente apresentado nos The Game Awards. De acordo com Vincke todo o texto actuações e arte final serão obra de pessoas reais, com a IA a ajudar apenas em tarefas muito preliminares.

Insistiu também que a ideia por detrás da utilização do machine learning não é reduzir as equipas ou cortar postos de trabalho, mas sim tentar facilitar o dia a dia da equipa e libertar tempo para um trabalho mais criativo.

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