A Galp e o Continente já tinham uma ligação no programa de pontos que permitem descontos cruzados. A Nos e o Continente partilham o acionista. Agora, Galp, Nos e Continente vão ter um programa de descontos, que preferem chamar programa de poupança, para os respetivos clientes. O Combina, como designam, arranca a 26 de dezembro.

“As três grandes marcas juntam-se para trazer mais valor às famílias”, assumiram as operadores, num encontro com a comunicação social para explicar o programa. José Fortunato, administrador da MC, que detém os hiper/supermercados Continente, recorda que em cada minuto há cerca de 500 clientes a utilizar o cartão Continente, que tem associado 4,7 milhões de famílias. O cartão tem parceria com cerca de 20 marcas, que continuam integradas, mesmo com o Combina.

A relação do Continente com a Galp tem mais de 20 anos, oferecendo descontos nos combustíveis. Agora não será um desconto mas o dinheiro acumulado no cartão Continente poderá ser utilizado no pagamento da energia (gás, eletricidade e solar) da Galp. Mas não haverá desconto na fatura da energia. Como também não haverá descontos na fatura da Nos. Os descontos são dados quer nas compras do Continente, quer nos combustíveis pagos à Galp. Segundo indicam, no máximo esta combinação poderá resultar em descontos anuais de mais de 600 euros.

O Combina pressupõe três níveis de adesão. O Combina 1 em que o cliente beneficia tendo apenas um serviço da Galp ou Nos (com desconto de 2% no Continente, e poupança de 20 cêntimos por litro na Galp); o Combina 2 com dois serviços (5% de desconto no Continente e de 25 cêntimos por litro) e o Combina 3 com três serviços (10% de desconto no Continente e 30 cêntimos).

Consoante aumente o número de serviços associados maior será o desconto, podendo chegar a 10% em compras no Continente (acumulável com outros descontos) e a 30 cêntimos por litro de combustíveis na Galp. Os descontos no Continente serão dados para compras até 450 euros no máximo. Para usar os descontos Galp há que aderir à aplicação Mundo Galp.

“Não é um desconto promocional, é um plano de poupança duradouro”, realçam os responsáveis. João Marques da Silva, co-CEO da Galp, realça que o Combina não ultrapassa a contratação de um serviço, ou seja, o cliente tem de ter um contrato de adesão a determinado serviço, com as opções inerentes a esse serviço. E, por isso, realça o responsável, “não retira o ónus de sermos competitivos no preço”. No caso da Nos terá de ser um serviço 3P ou 4P, ou seja, um pacote com três ou quatro serviços associados.

Haverá uma partilha de custos por parte dos três operadores que esperam na primeira fase, cerca de um ano, agregar no Combina 500 mil clientes. “É um negócio de stock e não de fluxo”, salienta Daniel Beato, administrador da Nos. As três empresas dizem, no entanto, estar com planos de crescimento das respetivas quotas de mercado.