Ele ressaltou, em participação no Programa Sete e Meia, que tem tanta segurança no negócio que vai fazer o investimento para provar que esse projeto será o futuro.
Em participação no Programa Sete e Meia, da Rádio Educadora FM, o empresário Dirceu Kucmanski, da Kucmaq, falou sobre diversas inovações que sua empresa está promovendo para o setor avícola. Uma delas é a granja 5.0 que é um aviário verticalizado e totalmente automatizado. “Essa é uma com três andares e vamos concentrar todas as tarefas em uma estrutura só. Quem operar, manejar, não terá trabalho fora da granja. Entra, fica lá cuidando dos três andares em um projeto bastante automatizado. A chegada das aves, por exemplo, é automática, através de uma esteira e os caminhões não entram no cercado da granja, os pintainhos vão ser descarregados na gaiola que vai para dentro do aviários sem necessidade de pessoas. Isso vale para a maravalha, a ração, para tudo que precisa entrar na granja. O processo de retirada das aves também é automatizado, já que o mesmo equipamento que leva os pintinhos, retira o frango. Sai da granja, desce na esteira, entra num carrossel e a pessoa pega a ave e coloca na gaiola e vai para o caminhão”, explicou o empresário em participação no Programa Sete e Meia.
Dirceu confia que o projeto é o futuro para o segmento. “Vamos construir essa granja em fevereiro, numa propriedade nossa, para daí sim mostrar que é possível. Esse modelo já é utilizado na China para criação de suínos, mas ainda não para aves. Eu tenho tanta segurança em investir nesse negócio que vou fazer uma para mim para provar que esse projeto vai ser o futuro”, disse Dirceu.
Ele falou sobre algumas vantagens da granja verticalizada. “Temos alguns tópicos muito importantes. Ele trata da biosseguridade, que é o principal item, a sanidade das aves porque você não precisa mais cuidar 120 metros de pátio, sair de um espaço para o outro. Só vai entrar a ave e a ração na granja, não vai ter pessoas que carregam em vários aviários entrando na sua granja. Também é mais sustentável, já que a energia gerada para o sistema de aquecimento estará armazenada em baterias que recebem a energia das placas fotovoltaicas durante o dia para serem utilizadas no período da noite e isso é uma inovação, não existe no Brasil. São baterias chinesas que estamos importando para ter essa sustentabilidade, pois não vamos precisar de lenha, madeira. Temos também o controle ambiental, ou seja, menos área externa para se preocupar. É um projeto com automação e inteligência operacional, com controles de produção e números que podemos ver no celular”, destacou.
Dirceu destacou o volume do investimento. “Não muda a questão de metro quadrado por ave, são 14 frangos por metro quadrado e esse espaço é desenvolvido para receber 140 mil aves por lote, só que verticalizado. Imagina que é um aviário que não precisa mais nada que vem de fora que não seja a ração e o pintinho. Isso dá segurança para as aves e para o produtor. Nós não pensamos nisso, mas imagina que uma granja dessas é um investimento de R$ 12 milhões e, se formos ver, qual empresa se instalou aqui e que investiu isso nos últimos anos? São poucas. Esse é um grande negócio para o município, que rende de 0,8 a 1% para o proprietário dependendo do manejo. Se você investiu R$ 10 mi, vai ter, por lote, uns R$ 80 a 100 mil. Claro que sendo eficiente. Hoje as empresas pagam a ave pela conversão, pela padronização e quanto mais você cuida da granja, dos detalhes, mais dinheiro ganha. É um modelo de negócio muito interessante e a avicultura aqui na região é o nosso ‘pão quente’, não adianta, se não cuidarmos bem disso, não vai dar certo. No Sudoeste, não passa dois, três quilômetros sem ver uma infraestrutura avícola”, concluiu.
Fonte: Portal Educadora