O secretário da Defesa, Pete Hegseth, referiu nas redes sociais que o objetivo do ataque é “eliminar os combatentes, as infraestruturas e as instalações de armamento do Estado Islâmico” na Síria.

Donald Trump
Doug Mills
As autoridades norte-americanas anunciaram esta sexta-feira o lançamento de um “ataque maciço” contra alvos do Estado Islâmico na Síria, em retaliação por um ataque que matou três norte-americanos, incluindo dois militares, no país.
O Comando Central norte-americano (CENTCOM) referiu num breve comunicado que as suas forças “iniciaram um ataque em grande escala contra as infraestruturas e os depósitos de armas do Estado Islâmico na Síria”.
“Este ataque maciço ocorre após o ataque de 13 de dezembro contra as forças norte-americanas e aliadas”, adiantou, em referência ao assassínio dos seus militares na província síria de Palmira.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, referiu nas redes sociais que o objetivo do ataque é “eliminar os combatentes, as infraestruturas e as instalações de armamento do Estado Islâmico” na Síria.
“Este não é o início de uma guerra — é uma declaração de vingança. Os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Trump, nunca hesitarão e nunca cederão na defesa do seu povo”, adiantou.
Um responsável norte-americano disse à Associated Press que o ataque foi realizado com caças F-15 Eagle, aviões de ataque ao solo A-10 Thunderbolt e helicópteros AH-64 Apache.
Trump diz que ataque tem apoio de Damasco
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o governo da Síria apoiou a ofensiva.
“O Governo da Síria, liderado por um homem que está a trabalhar arduamente para trazer a grandeza de volta à Síria, apoia totalmente esta iniciativa”, afirmou Trump nas redes sociais, pouco depois de o Pentágono dar conta do “ataque maciço” conta alvos do EI.
“Todos os terroristas que forem suficientemente pérfidos para atacar americanos estão avisados: SERÃO ATINGIDOS COM MAIS FORÇA DO QUE NUNCA SE ATACAREM OU AMEAÇAREM OS EUA DE QUALQUER FORMA”, adiantou o Presidente norte-americano.
Esta foi a primeira vez que um ataque deste tipo ocorreu na Síria desde que, há um ano, uma coligação islâmica que se aproximou dos Estados Unidos tomou o poder.
Trump reuniu-se esta semana em privado na Base Aérea de Dover, no Delaware, com as famílias dos norte-americanos mortos.
Juntou-se depois a altos oficiais militares e outras autoridades na pista de aterragem para a solene transferência dos corpos, um ritual silencioso em homenagem aos militares norte-americanos mortos em combate.
Washington afirmou que os norte-americanos foram mortos na sequência de uma “emboscada por um atirador isolado” do EI, que no passado controlava a região de Palmira.
Três outros soldados norte-americanos ficaram feridos neste atentado, de acordo com o comando militar americano para o Médio Oriente.
O agressor, um membro das forças de segurança sírias que se terá radicalizado, também morreu.
O contingente norte-americano estava na região desértica de Palmira para uma missão de apoio às operações em curso contra o EI, segundo o Pentágono, que adiantou que o civil norte-americano morto era um intérprete.
Governo sírio condenou o “ataque terrorista”
O governo sírio condenou o “ataque terrorista”, que também feriu dois membros das forças de segurança sírias, segundo a agência oficial Sana.
As forças da coligação contra o Estado Islâmico, liderada pelos Estados Unidos, na Síria, lançaram, no sábado, uma campanha de detenções após o ataque.
Fontes citadas por uma cadeia de televisão síria indicaram que os militares da força internacional apoiados pelo exército sírio detiveram pelo menos três pessoas numa incursão nos bairros de Al Wasi e Al Yunhuriya, em Palmira, que durou cerca de duas horas.
Anteriormente, aviões americanos lançaram mísseis sobre a cidade, segundo a Síria TV. O jornal americano The Wall Street Journal informou que dois aviões F-16 foram enviados para sobrevoar Palmira como um gesto de força após o ataque.
[ Artigo atualizado às 00:26]