As encostas onduladas, totalmente ocupadas por vinhas, formam uma das paisagens mais emblemáticas do norte de Portugal. 140 desses hectares pertencem à Real Companhia Velha, que fica na fronteira do Cima Corgo com o Douro Superior e acolhe uma das quintas mais antigas do País, a Quinta do Cidrô.
O nome dado à propriedade, onde está instalado um palacete que remete aos finais do século XIX, foi dado pelo proprietário Marquês de Soveral. A quinta manteve-se na família até em 1973 ter sido comprada pela Real Companhia Velha, que tem conduzido um vasto programa de reconversão, incluindo o interior da casa e os próprios vinhedos.
Ali surgem várias referências, mas há uma que pode ser ideal para acompanhar o perú, o cabrito, ou o borrego na noite da Consoada ou no almoço do dia de Natal.
Falamos do tinto Quinta do Cidrô Touriga Nacional, que foi uma das escolhas do enólogo Pedro Martin, quando a NiT lhe pediu três referências de vinhos tintos, para diferentes carteiras nesta quadra. O proprietário da Martin Boutique Wines deixa o aviso de que, apesar de o limite ser acessível, não impede termos “vinhos que façam sucesso à mesa”.
No caso do Cidrô, o enólogo classifica-o como um “clássico em embalagem moderna”, com um “figurino elegante para a mesa vai causar furor”. Por outras palavras, significa que vai surpreender desde os mais velhos, aos mais jovens, que nem sempre apreciam um vinho mais robusto ou encorpado.
Segundo Pedro Martin, a celebração do Natal “costuma ser o melhor motivo para puxar pela artilharia no baú dos melhores vinhos”.
Por isso, se já está a preparar a ceia de Natal e ainda não decidiu que vinho escolher, carregue na galeria para conhecer três opções de tintos que começam nos 8€ para surpreender e fazer boa figura no jantar com a família.