O mediotejo.net também com falou com um dos professores de Cláudio Valente, José Morgado, que lhe deu aulas na Escola Secundária Maria Lamas entre 1992 e 1995, e diz que foi o melhor aluno que alguma vez teve. “Não apenas em termos académicos, mas em termos pessoais, humanos… era uma pessoa muito carinhosa com os seus amigos, solidário, sempre bem-disposto e preocupado com o bem-estar dos outros.”
Entretanto, as autoridades norte-americanas revelaram que Cláudio Valente entrou nos Estados Unidos a abrigo do programa Diversity Visa Lottery, que atribui anualmente vistos de residência permanente a quem queira imigrar para o país. O português terá sido um dos contemplados com o visto em 2017. Quem entra no país por esta via recebe um green card, um documento de residente permanente que confere quase os mesmos direitos de um cidadão nacional.
Na sequência dos assassinatos cometidos por Cláudio Valente, o programa de lotaria de vistos foi suspenso. Ontem, sexta-feira, dia 19, um porta-voz do Departamento de Estado informou que Marco Rubio “suspendeu indefinidamente a emissão de vistos diversity até se ter a certeza a quem é que estamos a deixar entrar no país”.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, deixou uma mensagem na rede social X a anunciar a suspensão do programa, “para garantir que não haja mais americanos feridos por este programa desastroso”. A responsável recordou ainda que em 2017 Trump tentou acabar com este regime de vistos, na sequência do ataque, no dia 31 de outubro, por parte de Sayfullo Habibullaevic Saipov, imigrante do Uzbequistão, que entrou nos EUA com um visto diversity e matou oito pessoas com uma carrinha em Nova Iorque.