Vasco Rech em matéria para o Jornal Píoneiro, em 2018. Porthus Junior / Agencia RBS
Responsável por inúmeros registros fotográficos da história de Caxias do Sul, Vasco Ivo Rech morreu aos 88 anos na sexta-feira (19). O velório e cremação do fotógrafo ocorrem neste sábado (20), no Memorial São José do município.
Filho de Raimundo e Vitalina Demore Rech e nascido na Terceira Légua, ele começou a atuar na fotografia em 1953 a convite do irmão João, que trabalhava no estúdio Tomazoni. Rech era o mais novo de seis irmãos.
Como também conta o livro O instante e o tempo: a fotografia em Caxias do Sul, 1885-1960, de Sônia Storchi Fries, foi na década de 1960 que Rech passou a atuar para Polícia Civil, como perito fotográfico, e para veículos de imprensa. Foram mais de 50 anos de carreira.
O fotógrafo registrou mais de 500 assassinatos em Caxias, além de acidentes de trânsito e outros casos. Na imprensa, além de atuar para veículos como o Jornal Pioneiro, entre os anos 1960 e 1980, e Zero Hora, trabalhou para a Companhia Jornalística Caldas Júnior — em veículos como Correio do Povo e Folha da Tarde.
A filha Valquíria Rech, 65, lembra como o pai tinha apreço pela profissão e como levava a sério, estando sempre de prontidão para registrar os acontecimentos, independente do dia ou horário. Em casa, é relembrado como “um pai muito querido, muito amoroso, muito dedicado a toda a família”.
Uma curiosidade sobre o fotógrafo é que ele sempre carregava uma câmera com ele em uma mala. Valquíria lembra como o pai dizia que nunca sabia o que podia encontrar ao sair de casa:
— Ele sempre dizia que ele expressava o que acontecia através das lentes.
Torcedor do Juventude, paixão que passou para toda família, Rech também gostava de fotografar futebol. Nos últimos anos, como conta a família, sempre ia ao Alfredo Jaconi quando podia. O fotógrafo, inclusive, recebeu o título de sócio benemérito do Papo em 2009.
Vasco Rech deixa a esposa Iria Lorenzoni Rech, 85, as filhas Valquíria e Márcia, 62, e quatro netos.
O velório segue até 17h no Memorial São José de Caxias do Sul. Depois, é cremado no Memorial Crematório São José, com cerimônia de despedida marcada para 17h30min.