A Xiaomi viu-se envolvida numa nova onda de rumores sobre o software dos seus smartphones. Em causa estava a instalação forçada no HyperOS de uma app de criptomoedas em milhões de smartphones. Esta é uma prática comum no Android, mas que gera forte resistência dos utilizadores. No entanto, a empresa reagiu para repor a verdade dos factos.
Fim da especulação sobre a aplicação de criptomoedas
Vários relatos apontavam para a existência de um acordo entre a Xiaomi e a Sei, uma plataforma de carteira de criptomoedas e ativos digitais. Segundo essas informações, a aplicação seria instalada automaticamente e sem aviso prévio em todos os equipamentos com HyperOS na Europa, Estados Unidos e América Latina.
A notícia causou particular desconforto, uma vez que a Sei funciona de forma semelhante à Binance, permitindo a gestão de ativos Web3 e pagamentos digitais. Contudo, em declarações oficiais, a Xiaomi foi categórica ao afirmar que não existe qualquer parceria com a referida empresa.
“Após verificação interna, confirmamos que, até ao momento, não identificámos qualquer cooperação com esta empresa”, esclareceu a fabricante, desmentindo categoricamente a chegada da aplicação aos seus dispositivos. A reação negativa dos utilizadores a este rumor não foi infundada.
Uma luta contra excesso de apps pré-instaladas
Há anos que a comunidade se queixa do volume excessivo de bloatware. São aplicações pré-instaladas que muitas vezes não têm utilidade para o utilizador final. Embora a maioria possa ser removida manualmente, o processo é visto como entediante e uma degradação da experiência de utilização do HyperOS.
A Xiaomi sublinhou que está atenta a comunicações externas não confirmadas e que se reserva “o direito de tomar as medidas adequadas, se necessário”. Isto para proteger a integridade da sua imagem e a confiança dos seus clientes. O rumor sugeria inclusive que a parceria permitiria pagamentos com criptomoedas em mais de 20.000 lojas da marca, uma possibilidade que deixa de estar em cima da mesa.
Para os utilizadores, esta é uma notícia positiva que reforça a intenção da marca em manter um controlo mais rigoroso sobre o software que integra nos seus smartphones. Evita a inclusão de serviços financeiros sensíveis sem o consentimento explícito de quem utiliza os seus equipamentos.

