ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O candidato do Chega (CH) à Presidência da República, André Ventura (D), cumprimenta agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), durante uma arruada em Moscavide, Loures.

Homem justificou-se: martelo era para explicar ao líder do Chega que Portugal precisa de uma martelada. Ventura ainda não decidiu se vai apresentar queixa, mas já decidiu que vai divulgar lista de doadores de campanha.

Um homem com um martelo de madeira na mão avançou, este sábado, na direção de André Ventura durante uma arruada em Moscavide, mas foi travado a tempo pela PSP e pela equipa de segurança do presidente do Chega.

O incidente ocorreu no meio do contacto com apoiantes e gerou momentos de tensão. Embora Ventura tenha dito não ter chegado a ver o indivíduo, o alegado agressor foi afastado e passou a ser monitorizado pelos agentes no local, mantendo-se sob vigilância, mas sem ter sido formalmente detido.

Segundo o Correio da Manhã, o homem será ex-combatente e terá dito às autoridades que não pretendia agredir Ventura, afirmando, inclusive, ser militante do Chega. Com o martelo, quereria exemplificar a André Ventura aquilo que Portugal precisa: “uma martelada”.

Ainda de acordo com o relato recolhido pelo matutino, André Ventura classificou a explicação como “estranha” e afirmou que irá avaliar a situação antes de decidir se apresenta queixa.

“É uma justificação estranha, vamos avaliar”, disse o candidato a Belém. “Sei que lhe tiraram o martelo da mão”, explicou.

“Divulgarei toda a lista” de donativos para a campanha

No início da arruada em que tudo aconteceu, em Moscavide, concelho de Loures, Ventura, afirmou que vai tornar pública a lista de donativos para a sua campanha através de um site, e desafiou os seus adversários a fazer o mesmo.

“Estou completamente disponível [para divulgar a lista de donativos para a campanha]. No fim, a meio, quando vocês entenderem. Agora não faz ainda muito sentido porque a campanha ainda não começou. Quando se entender, divulgarmos toda a lista, e eu desafio os meus opositores a fazer o mesmo”, desafiou André Ventura.

 Ventura apontou que, numa campanha eleitoral para as presidenciais existem apoios dos partidos, para quem os tem, mas também “donativos de pessoas individuais, até aos montantes que a lei prevê”.

“No nosso caso é tudo feito através de um site, informaticamente, que fica registado, que fica transparente e que fica claro e esclarecido”, afirmou.

 O candidato presidencial apontou que “há declarações que são entregues na Entidade de Contas, em que é preciso entregar e mostrar todas as contas da campanha”, mas nesta corrida eleitoral está a atingir-se “um nível superior”.

“Que é [divulgar] aqueles que apoiam a campanha, quem são e que interesses têm. Estou completamente disponível para isso, seja quem for, seja qual for, não só os que apoiam, como os que trabalham com a campanha e os que estão a ajudar na campanha, para que fique claro para o país que não há nada que me vá condicionar”, sustentou.

Ventura lembrou ainda que “há muitos anos” que entrega declarações de rendimentos, uma vez que é deputado na Assembleia da República.

As questões relacionadas com transparência têm marcado os últimos dias de pré-campanha para as eleições presidenciais, depois de Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD/CDS-PP, ter divulgado na sexta-feira uma lista com os 22 clientes da sua empresa, e de a sua candidatura ter desafiado os adversários a fazerem o mesmo.


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