“Estou profundamente indignado com esta nomeação, que considero totalmente inaceitável”, declarou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, ao canal TV2, acrescentando que iria convocar o embaixador dos Estados Unidos nos próximos dias “para obter explicações”.

No domingo, Donald Trump anunciou a nomeação de Jeff Landry para o cargo de enviado especial dos Estados Unidos para a Gronelândia através da rede social Truth Social





“O Jeff compreende o quão crucial a Gronelândia é para a nossa segurança nacional e defenderá com força os interesses do nosso país para a segurança e sobrevivência dos nossos aliados e, na verdade, do mundo inteiro. Parabéns, Jeff!”
, escreveu Trump.


No Twitter, o novo enviado especial para a Gronelândia agradeceu a Trump a nomeação e prometeu trabalhar “para que a Gronelândia faça parte dos Estados Unidos”. Sublinhou ainda que esta nova função não afeta “de forma alguma” as suas funções como governador do Louisiana. 

Após a reeleição, Donald Trump assumiu o desígnio de anexar a Gronelândia e a importância daquele território para a segurança dos Estados Unidos. 

Em março, dois meses após a tomada de posse, o vice-presidente JD Vance visitou aquele território autónomo e afirmou que a Dinamarca não estava a fazer “um bom trabalho” para o manter seguro. Na altura, perante a indignação generalizada no país pela visita sem ter sido convidado, o responsável limitou a viagem à base aérea norte-americana de Pituffik

Em janeiro, 85% dos groenlandeses afirmaram opor-se a uma futura adesão aos Estados Unidos, segundo uma sondagem publicada no jornal groenlandês Sermitsiaq. Apenas 6% eram a favor.