Renata Fan falou publicamente pela primeira vez sobre a morte do pai, Paulo Antônio Ribeiro Fan, que faleceu aos 76 anos no último sábado (20), em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Emocionada, a apresentadora usou os minutos finais do programa “Jogo Aberto”, da Band, nesta segunda-feira (22), para prestar uma homenagem e compartilhar a dor do luto.

“No sábado, eu, infelizmente, perdi meu pai aos 76 anos. Ele morou sempre em Santo Ângelo, uma cidade no interior do Rio Grande do Sul. Foi tudo muito intenso, muito rápido, muito doloroso. E lá eu estive, voltei”, desabafou Renata, de 48 anos. O pai foi cremado em Santa Maria, e a causa da morte não foi divulgada.

Durante o relato, Renata destacou os ensinamentos que recebeu do pai ao longo da vida. “Minha programação para o ano era cobrir todos os grandes eventos esportivos do futebol brasileiro e internacional… E esse homem, ele me deixou tantas, tantas heranças de valores, de vida, de lições; duas delas eu levo no coração e levo na vida”, afirmou.

A apresentadora ressaltou o exemplo profissional deixado por Paulo Antônio. “A primeira é que ele sempre foi um trabalhador digno, a carteira de trabalho para ele não era só papel, ele fazia isso todos os dias e fez até ficar doente. Então, ele me ensinou que o trabalho, quando a gente está num grupo, num time, a gente leva até o final, e foi o que fiz hoje, estando aqui, ao vivo na Band, e querendo concluir essa etapa no Jogo Aberto”, disse.

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Renata também falou sobre a importância da família, valor que, segundo ela, era inegociável para o pai. “O segundo valor que eu nunca vou esquecer é o da família unida. A família unida, para ele, era vida, era lei e era algo inegociável, então eu dedico esse programa ao meu pai, ao seu Paulo Antônio Ribeiro Fan, o homem mais importante da minha vida”. 

Em meio à emoção, a apresentadora agradeceu o apoio dos familiares e do marido. “Dedico também às pessoas que estão sofrendo comigo muito de perto: meu irmão Rafael, minha cunhada Letícia, os meus sobrinhos Mateus e Lucas e principalmente à minha mãe, a dona Ana Fan, que viveu 55 anos da vida dela ao lado do meu pai”, declarou.

Ela ainda destacou a parceria dos pais ao longo da vida. “Um casal que teve elos, laços, cumplicidade e que formaram uma família de verdade. Em tempos atuais isso nem sempre é possível. Na hora ruim a gente descobre quem são as pessoas. O Átila Abreu, que é meu companheiro de vida, se mostrou um homem magnífico, muito além das minhas expectativas”. 

Ao encerrar, Renata se dirigiu diretamente ao pai, em uma despedida comovente. “Para a eternidade eu vou ser a sua maior fã sempre, vou levar você e os seus ensinamentos sempre. Eu queria ter dito mais vezes ‘eu te amo’, eu queria ter estado mais perto e nem sempre foi possível. Mas o que fica é o melhor da vida e essa saudade que eu vou transformar não em presença, mas em ausência. Porque eu vou te encontrar em outro lugar e de outro jeito”.