2026 está a bater à porta e, naturalmente, traz novidades que vão impactar o bolso das famílias portuguesas. Em particular aquelas que têm um crédito habitação, e que tenham o seu contrato revisto em janeiro, que em muitos casos poderão ter um agravamento na prestação ao banco. À exceção de quem tiver um contrato com maturidade de 12 meses na Euribor, que pode contar com um ligeiro desconto na transferência bancária, as restantes maturidades já vão registar um agravamento.

“As médias mensais mantêm a tendência de subida em todas as maturidades”, referiu Nuno Rico, especialista da DECO PROteste, contactado pela ‘Executive Digest’, “que começou no início do segundo semestre de 2025.” A média de dezembro da Euribor a 6 meses, a mais utilizada nos contratos em Portugal, atingiu “o valor mais elevado desde abril de 2025”. “Apenas para quem Euribor a 12 meses como indexante no contrato, o início de 2026 vai trazer boas notícias, porque vai beneficiar de uma ligeira descida”, indicou o especialista.

Vamos a números:

Tomemos como exemplo um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread (margem comercial do banco) de 1%:

– Euribor a 12 meses: novembro registou uma taxa média de 2,271% (dados até dia 22), o que traduz uma prestação mensal de 654 euros – uma poupança de aproximadamente 14 euros em comparação com o valor pago há um ano (668 euros). “Para se ter uma ideia, quem renovar o contrato agora em janeiro, na última revisão tinha tido uma poupança de 107 euros na prestação”, frisou o especialista. “Ainda tem poupança, mas olhando para os dados, o mais tardar até final do primeiro trimestre de 2026 já se vai fazer sentir os aumentos.”

– Euribor a 6 meses: apresenta uma média de 2,145%. Isto traduz-se numa prestação de 644 euros, representando um agravamento de 7,5 euros face à revisão anterior, em julho último.

– Euribor a 3 meses: com uma média de 2,058%, a prestação fica agora nos 637 euros, mais 2 euros em relação à última revisão feita em outubro, apontou Nuno Rico.