O território do Ártico, com uma população de 57 mil habitantes distribuídos por 2,1 milhões de quilómetros quadrados (80% dos quais permanentemente cobertos de gelo), depende essencialmente das receitas da pesca e da ajuda da Dinamarca, que cobre quase metade das despesas orçamentais.
Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia manifestaram-se hoje solidários com a Dinamarca após a nomeação do enviado especial norte-americano para a Gronelândia, lembrando a integridade territorial e soberania.
“Manifestamos a nossa total solidariedade com a Dinamarca e o povo da Gronelândia”, indicam António Costa e Ursula Von der Leyen, numa tomada de posição comum na rede social X.
“A segurança do Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a União Europeia, na qual procuramos trabalhar com aliados e parceiros. A integridade territorial e a soberania são princípios fundamentais do Direito internacional e estes princípios são essenciais não só para a União Europeia, mas também para as nações de todo o mundo”, concluem.
Desde 2010 que a Gronelândia tem um novo estatuto de autonomia que reconhece o direito à autodeterminação, uma possibilidade apoiada pela maioria dos seus habitantes, embora não à custa de uma descida do nível de vida.
Ao mesmo tempo, os residentes rejeitaram a anexação pelos Estados Unidos, de acordo com sondagens publicadas nos últimos meses.
Um poder executivo de coligação une todos os grupos políticos moderados pró-independência e governa o território após as eleições regionais realizadas no passado mês de março.
A Dinamarca aumentou os investimentos militares e económicos na Gronelândia no último ano.