Greta Thunberg foi detida na manhã desta terça-feira (23) em Londres, durante uma manifestação em defesa dos prisioneiros da Palestine Action, que estão em greve de fome. A informação foi avançada pelo grupo Prisioners for Palestine, que divulgou um vídeo no Instagram onde se vê a ativista climática a ser abordada por dois agentes de autoridade enquanto segura um cartaz com a mensagem “Eu apoio os prisioneiros da Palestine Action. Eu oponho-me ao genocídio”. Foi acusada de atos de terrorismo, por apoiar uma organização proibida.
A manifestação decorre em frente aos escritórios londrinos da Aspen Insurance, que, segundo o grupo Prisioners for Palestine, presta serviços à empresa de defesa Elbit Systems, ligada a Israel.
Segundo o jornal “Independent“, a polícia londrina afirma que o edifício da empresa foi danificado com tinta vermelha e martelos. Um homem e uma mulher foram detidos por suspeita de dano criminal e só depois chegou Greta Thunberg, detida por “exibir um item em apoio a uma organização proibida [a Palestine Action], em violação da seção 13 da Lei do Terrorismo de 2000”.
De acordo com o grupo Prisioners for Palestine, oito ativistas detidos em prisões britânicas estão em greve de fome. Alguns deles já estão sem comer há sete semanas e tiveram de ser hospitalizados.
Texto escrito por Marta Rodrigues e editado por Pedro Miguel Coelho