As regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteoritoFoto: Canva/ND Mais
Você pode imaginar que a chance de um meteorito atingir a Terra seja aleatória, mas a ciência mostra que não é bem assim.
Pesquisadores identificaram as regiões da terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito e descobriram que alguns pontos do planeta estão mais expostos do que outros, por razões que envolvem a posição da Terra no espaço e o movimento do Sistema Solar pela galáxia.
O resultado vem de um estudo recente que analisou bilhões de trajetórias de objetos vindos de fora do Sistema Solar, oferecendo um novo olhar sobre as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito.
Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir Nem todas as regiões da Terra estão igualmente expostas
De acordo com os cientistas, as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito se concentram principalmente próximas ao equador e apresentam um leve aumento de probabilidade no Hemisfério Norte.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Departamento de Física e Astronomia da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, e publicado na plataforma científica arXiv.
Para chegar aos resultados, a equipe criou uma população sintética de quase 10 bilhões de objetos interestelares, simulando seus movimentos, velocidades e interações gravitacionais.
O que são os objetos que podem atingir a Terra?
A equipe criou uma população sintética de quase 10 bilhões de objetos interestelaresFoto: iStock/ND
O estudo analisou os chamados objetos interestelares, corpos espaciais que se formaram fora do Sistema Solar e cruzam nosso caminho ao vagar pela galáxia.
Segundo as simulações, cerca de 10 mil desses objetos possuem trajetórias capazes de cruzar a órbita da Terra, o que ajuda a explicar por que certas áreas entram na lista de regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito.
Esses objetos apresentam características semelhantes às de estrelas do tipo anãs vermelhas, também conhecidas como estrelas M, comuns na Via Láctea.
De onde vêm os meteoritos mais perigosos?
Os pesquisadores identificaram duas grandes “portas de entrada” no céu de onde esses corpos tendem a surgir:
- Ápice solar: região que indica a direção para onde o Sol se move dentro da galáxia
- Plano galáctico: faixa onde se concentra a maior parte das estrelas da Via Láctea
Nessas áreas, o fluxo de objetos é cerca de duas vezes maior que a média, o que influencia diretamente as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito.
O papel da gravidade do Sol
Isso acontece porque a gravidade do Sol altera preferencialmente a trajetória desses corposFoto: Canva/ND Mais
Embora muitos objetos interestelares viagem em altíssimas velocidades, aqueles que acabam se aproximando da Terra costumam ser os mais lentos.
Isso acontece porque a gravidade do Sol altera preferencialmente a trajetória desses corpos, desviando-os de seus caminhos originais e aumentando a chance de interação com a órbita terrestre.
Esse efeito ajuda a explicar por que as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito seguem padrões relativamente consistentes nas simulações.
As estações do ano também influenciam
Outro ponto curioso do estudo é a variação sazonal. Segundo os modelos:
- Na primavera, há mais objetos rápidos, pois a Terra se move em direção ao ápice solar
- No inverno, aumenta o número de possíveis impactores, quando o planeta se posiciona em relação ao chamado antiápice solar
Esses movimentos reforçam que as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito não dependem apenas da localização geográfica, mas também da dinâmica orbital do planeta.
Quais áreas estão mais vulneráveis?
As simulações indicam que:
- Regiões próximas ao equador apresentam maior exposição
- Há um leve aumento do risco no Hemisfério Norte
- Latitudes médias e altas tendem a ser menos atingidas
Mesmo quando os cientistas ajustaram diferentes parâmetros do modelo, o padrão se manteve, reforçando a confiabilidade dos dados sobre as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito.
Como esses dados ajudam no futuro?
Embora o estudo não determine quantos objetos interestelares realmente existem, ele é fundamental para aprimorar sistemas de vigilância espacial. As informações devem contribuir para observações mais precisas feitas por projetos como o Observatório Vera Rubin e o LSST (Legacy Survey of Space and Time).
Segundo o site científico Universe Today, mapear as regiões da Terra com mais risco de serem atingidas por um meteorito permite melhorar estratégias de detecção precoce e resposta a possíveis ameaças.