Foi uma jornada repleta de situações complicadas para resolver nos jogos que envolveram os principais clubes nacionais. E houve acertos e erros de arbitragem.
Minuto 7, Leandro Barreiro, em corrida e por trás de forma imprudente, acaba por pisar com o seu pé esquerdo o calcanhar também esquerdo de Pau Victor derrubando-o no interior da área. Lance à lupa e de televisão, mas que merecia a intervenção do VAR, pois ficou um pontapé de penálti por assinalar a favor dos bracarenses.
Minuto 7, João Moutinho acerta na bola com a canela da perna direita e em simultâneo Fredrik Aursnes levantou a sua perna direita na frente sem pontapear o jogador bracarense sendo este que, por acção do seu movimento, acerta na perna do jogador “encarnado”. Lance legal e sem penálti.
Minuto 18, golo bem anulado aos bracarenses por falta atacante. Na ocasião, Otamendi chega primeiro à bola e cabeceia-a, Ricardo Horta fora de tempo levanta o seu pé direito e pontapeia a cara do central “encarnado”. Só faltou o amarelo pela entrada negligente.
Minuto 36, após cabeceamento de Dorgeles, a bola ia para a baliza e Dahl, com o seu braço direito aberto, afastado do corpo e em volumetria intercepta a bola com a mão. Penálti bem assinalado. O golo em fora de jogo de Pau Victor só acontece após a mão que desvia a trajectória. O penálti foi a primeira infracção.
Minuto 75, Fredrik Aursnes cruza a bola e esta vai bater no cotovelo direito de Mbi, que tinha o seu braço dobrado, encostado e junto ao corpo, com a mão e parte do braço direito bem atrás das costas e sem qualquer volumetria extra. Lance legal e sem motivo para penálti.
Minuto 75, o árbitro só anula o golo “encarnado” após a bola entrar na baliza para permitir a intervenção do VAR. Na ocasião, Richard Ríos com o braço esquerdo carrega e empurra a zona da axila de Victor Gomez, potenciando a carga faltosa também com o corpo. Uma falta atacante bem sancionada e um golo bem anulado.
Minuto 34, após toque de cabeça por parte de João Simões, a bola vai para o segundo poste onde aparece Luis Suárez a desviar para golo, usando o peito, não tocando com o braço. O choque com o guardião Miszta é posterior e sem falta. Golo legal.
Minuto 45+1, João Tomé que já tinha visto, de forma errada, cartão amarelo aos 38 minutos por um empurrão a Maxi Araújo, desta feita, chegou tarde à bola e de forma negligente com o pé esquerdo pisou o pé direito de Ricardo Mangas, uma infrcação que era passível de advertência e que daria a expulsão, embora de forma injusta, por acumulação de cartões amarelos.
Minuto 49, livre directo por assinalar, pois foi falta de Eduardo Quaresma, que com o pé esquerdo rasteira o pé esquerdo de André Luís. Era fora da área e seria apenas cartão amarelo por corte de ataque prometedor. Gonçalo Inácio estava à frente e na dobra.
Minuto 55, na área “leonina”, há um ligeiro contacto de braço esquerdo de Ricardo Mangas sobre André Luís. Um contacto inconsequente e sem intensidade para a queda que foi demasiado potenciada e teatralizada, não havendo, portanto, motivo para penálti.
Minuto 21, existe um contacto sem carga, rasteira ou empurrão de Pedro Lima em Victor Froholdt na tentativa de chegar à bola e que foi ainda fora da área, ou seja, se houvesse infracção, que não houve, teria de ser marcada onde se tinha iniciado a acção. Seria sempre livre directo e nunca pontapé de penálti.
Minuto 24, Rivas está nas costas de Samu que cai assim que sente o contacto, sendo que é o avançado espanhol dos “dragões” que mais recua e se desloca para trás e vai ao choque com o jogador avense, que tem a sua posição já ganha e que a mantém. Tudo legal e sem motivo para castigo máximo.
Minuto 26, dentro da área dos “dragões”, Martim Fernandes avança e em sentido contrário Pedro Lima recua e o choque resulta exactamente da movimentação de ambos os jogadores, sendo que Martim toca e joga a bola quando ao saltar cabeceia o esférico. Lance legal e sem motivo para infracção, nomeadamente pontapé de penálti.
Minuto 47, Samu faz o drible e toca a bola para a frente, para ele próprio a ir jogar, Rodrigo Mora quase que estragava a jogada, pois estava em fora de jogo e ia tocando no esférico, mas ao não o fazer, parou a tempo, não tomou parte activa na jogada, nem teve impacto em nenhum adversário. Golo legal e sem motivo para fora de jogo.
Minuto 60, Samu, com o pé direito, passa a bola para Gabri Veiga que está a ser colocado em jogo por Ponck que, acto contínuo, acaba por entrar fora de tempo e com o pé esquerdo pontapeia de baixo para cima o pé direito do médio espanhol. Árbitro inicialmente deu falta atacante por considerar que tinha havido jogo perigoso, pé em riste, mas o VAR com imagens claras e óbvias mostrou que a decisão inicial estava errada. Excelente a intervenção.