A rainha Camila descreveu pela primeira vez como lutou contra um ataque de um homem num comboio quando era adolescente, numa entrevista à BBC, na qual ela contou como ficou furiosa com a agressão.

“Quando era adolescente, fui atacada num comboio… Lembro-me de ter ficado muito zangada na altura”, disse durante um debate transmitido na quarta-feira sobre violência contra as mulheres.

“Eu estava a ler o meu livro e, sabe, esse rapaz — homem — atacou-me, e eu reagi.” A mulher do rei Carlos III disse que não conhecia o homem que a atacou.

Há muitos anos que Camila apoia instituições e causas que têm como objectivo acabar com a violência sexual e doméstica e apoiar as vítimas.

A agressão foi relatada pela primeira vez em Setembro, quando excertos de um livro sobre a família real foram publicados no jornal The Times, mas não tinha sido ainda confirmado, nem pela rainha, nem pelo Palácio de Buckingham.

“Lembro-me de sair do comboio e a minha mãe olhar para mim e dizer: ‘Porque é que o teu cabelo está desgrenhado e porque é que falta um botão no teu casaco?’”, lembrou Camila à BBC. “Fiquei tão furiosa com isso, e isso ficou guardado durante muitos anos.”

O livro diz que o incidente aconteceu num comboio a caminho da estação de Paddington, em Londres, quando Camila tinha entre 16 e 17 anos, e ela reagiu tirando o sapato e usando-o para bater nos órgãos genitais dele.

Quando chegou a Paddington, a então adolescente queixou-se do agressor a um funcionário da estação. O homem acabou por ser detido, diz o livro, mas Camila não confirmou esses detalhes na entrevista.

A rainha, de 78 anos, é a segunda mulher do rei Carlos, que ascendeu ao trono em 2022.