O bidé está a perder espaço nas casas de banho modernas. A opção entre manter ou remover virou escolha prática: quem quer mais metragem e quem não abre mão da higiene.

Adeus bidê? Por que o bidê está a desaparecer das casas de banho modernas

Com casas cada vez menores, o bidé tradicional tem sido visto como um luxo pouco funcional. Surgido no século XVIII em França como peça de requinte, hoje compete com conceitos de minimalismo e otimização de espaço.

O caso de Ana, vizinha que renovou um T0 em 2025, ilustra bem: ao eliminar o bidé ganhou espaço para um móvel extra e uma cabine de duche maior. Insight: muitas remodelações trocam uma peça por maior conforto geral.

O papel do bidê na higiene e na cultura portuguesa

Em Portugal, o bidé foi durante décadas sinal de boas práticas de higiene; para gerações mais velhas, era parte da rotina doméstica. Ainda hoje, a familiaridade com o bidé pesa na decisão de manter ou não o equipamento.

Mas a cultura muda: a nova geração prefere soluções práticas e integradas. Pergunta-se: o valor cultural vence a praticidade do dia a dia? Pense no perfil dos futuros moradores da casa.

Vantagens de manter o bidê: higiene, sustentabilidade e conforto

O bidé oferece limpeza mais completa que o papel e reduz o consumo de papel higiénico, uma vantagem ecológica relevante em 2026. Para pessoas com mobilidade reduzida, é muitas vezes mais confortável que subir ao duche para pequenas higienes.

Além disso, equipamentos tradicionais são versáteis: podem servir para lavar pés ou encher baldes em limpezas rápidas. Insight final: se usas regularmente, manter pode ser a opção mais sensata.

Desvantagens: quando o bidê vira obstáculo

O principal problema é o espaço. Em casas pequenas, o bidé pode limitar a circulação e tornar o layout menos funcional. Outra questão é a canalização extra que complica reformas.

Se o uso é esporádico, a peça transforma-se em mobiliário pouco útil. Pergunta-chave: vale a pena reservar metros quadrados a algo que raramente é usado? Pense nisso antes de decidir.

Alternativas modernas: sanitas inteligentes, duches higiênicos e modelos integrados

Sanitas com lavagem integrada oferecem jatos ajustáveis, secagem e assentos aquecidos; ocupam menos espaço mas custam entre 700€ e 3.000€. O chuveirinho higiénico é solução barata (30€–100€) e ocupa quase nada.

Algumas sanitas têm torneira embutida na caixa, combinando função sem perder estética. Insight: há alternativas para cada orçamento e necessidade — basta escolher a que se adapta ao teu dia a dia.

Como decidir na remodelação: perguntas a fazer antes de retirar o bidê

Usas o bidé com regularidade? Se sim, manter ou substituir por sanita inteligente pode ser a melhor aposta. A casa de banho é pequena? Remover o bidé pode transformar a circulação e permitir móveis mais úteis.

Procuras um design minimalista? A ausência do bidé favorece linhas mais limpas. Planeias vender o imóvel? Em alguns mercados, a presença do bidé ainda é valorizada. Insight final: alinha a escolha ao perfil dos ocupantes e ao uso real do espaço.

Dica bónus: para quem mantém o bidé, água quente e uma solução natural de vinagre e bicarbonato removem calcário sem agredir superfícies. E para quem escolhe o chuveirinho, um suporte bem colocado evita salpicos e mantém a casa de banho impecável.

Mariana Costa

Apaixonada por lifestyle doméstico, consumo consciente e atualidades práticas, dedico meu tempo a transformar o cotidiano em momentos especiais, unindo funcionalidade e bem-estar.