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Com o início de mais um ano, as pessoas costumam repensar metas, escolhas e prioridades no início de um novo ciclo. Esse período desperta reflexões sobre expectativas frustradas, objetivos adiados e a sensação de que o esforço nunca é suficiente para alcançar satisfação duradoura.
Esse sentimento não surge por acaso. Segundo o pesquisador e escritor Arthur C. Brooks, especialista em felicidade, grande parte desse desconforto está ligada à forma como a busca por sucesso e prazer se repete ao longo da vida.
No livro Construa a Vida que Você Quer, Brooks apresenta a analogia da esteira hedônica. A imagem descreve pessoas que correm continuamente atrás de conquistas acreditando que o próximo resultado trará felicidade definitiva.
O que é a esteira hedônica?
A esteira hedônica representa o mecanismo psicológico de adaptação ao prazer e à dor. Após conquistas ou perdas, o nível de bem-estar tende a retornar ao ponto anterior.
Isso leva à repetição do ciclo de busca por mais dinheiro, reconhecimento ou consumo, sem que a satisfação se sustente no longo prazo.
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Os três tipos de pessoas na esteira
Arthur C. Brooks identifica três perfis distintos de comportamento diante desse ciclo. Cada um deles ajuda a explicar por que a sensação de insatisfação se repete.
1. Pessoas que correm sem perceber
Esse grupo não entende por que nunca se sente satisfeito. Acredita que o próximo objetivo resolverá o vazio emocional.
2. Pessoas que sabem, mas continuam correndo
Aqui estão aquelas que reconhecem o problema, mas mantêm o ritmo por medo de mudar ou perder status.
3. Pessoas que decidem sair da esteira
Esse grupo opta por redefinir prioridades, buscar propósito e aceitar que felicidade não depende apenas de conquistas externas.
O autor diferencia felicidade hedônica, ligada ao prazer imediato, de felicidade eudaimônica, associada a propósito e realização pessoal.
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Segundo ele, a felicidade mais estável surge quando desafios, vínculos e sentido de vida substituem a busca incessante por recompensas momentâneas.
A compreensão desse processo permite escolhas mais conscientes e reduz a frustração causada por expectativas irreais. A saída da esteira não elimina dificuldades, mas muda a forma de enfrentá-las.
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Ao reconhecer esses padrões, pessoas ganham clareza sobre o que sustenta o bem-estar ao longo do tempo e por que desacelerar pode ser mais transformador do que continuar correndo.
SOBRE A AUTORA
Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte… saiba mais