A polícia do distrito de Yongsan, em Seul, prendeu neste domingo (4) uma mulher brasileira, na faixa dos 30 anos, acusada de perseguir Jungkook, integrante do grupo sul-coreano BTS.

A detenção ocorreu após a suspeita provocar confusão em frente à residência do cantor, localizada no próprio distrito. A identidade da mulher não foi divulgada pelas autoridades.

De acordo com a polícia, a brasileira arremessou cartas em direção ao imóvel, pendurou fotografias nas grades e no corrimão do prédio e escreveu mensagens nas proximidades da residência. Não há informações de que ela tenha conseguido entrar no local ou manter contato direto com o artista.

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O episódio não foi um caso isolado. A mulher já havia sido presa em flagrante em dezembro do ano passado, após comportamento semelhante no mesmo endereço.

Na ocasião, ela foi abordada pelas autoridades, prestou esclarecimentos e acabou liberada. Pouco mais de duas semanas depois, retornou ao local, descumprindo orientações anteriores e caracterizando reincidência.

Segundo a polícia de Yongsan, a repetição das ações levou ao enquadramento da suspeita na Lei de Punição por Perseguição da Coreia do Sul, legislação que trata de casos de stalking e prevê medidas mais rígidas em situações de repetição de condutas.

A norma tem sido aplicada com maior rigor em episódios envolvendo figuras públicas, especialmente quando há histórico de retornos ao local ou descumprimento de advertências policiais.

Após a prisão deste domingo, a agência responsável pela carreira de Jungkook, a HYBE, por meio de seu selo BigHit Music, solicitou formalmente uma medida protetiva contra a mulher. O pedido inclui uma ordem de restrição, instrumento previsto na legislação sul-coreana para impedir a aproximação da suspeita do artista ou de sua residência.

Outro episódio

O caso se insere em um contexto mais amplo de episódios de perseguição enfrentados por Jungkook ao longo do ano passado. Segundo informações relacionadas à segurança do cantor, ele já foi alvo de outras ocorrências de stalking no mesmo ano.

Isso incluiu tentativas de invasão atribuídas a fãs de diferentes nacionalidades, como coreanas, chinesas e japonesas. Esses registros têm orientado a adoção de protocolos mais rígidos por parte da equipe do artista e das autoridades locais.

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“Eu estava assistindo a tudo pelo circuito interno de segurança. Ouvi a polícia chegando e então a vi correndo pelo estacionamento subterrâneo tentando abrir a porta”, afirmou o idol sobre um caso que ocorreu em agosto. “Os ARMYs são como família e amigos para mim, mas não foi isso. Sou grato pelo apoio, mas não foi apropriado”

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A prisão ocorreu poucos dias após as comemorações de Ano Novo e em meio a um período de expectativa em torno das atividades do BTS. O grupo se prepara para o retorno completo às atividades em conjunto, após o cumprimento do serviço militar obrigatório por seus integrantes, com previsão de lançamento de um novo álbum em março.