Ao longo da carreira, o Pink Floyd construiu uma discografia marcada por ambiguidades, metáforas e múltiplas interpretações. Letras abstratas e conceitos filosóficos sempre fizeram parte da identidade do grupo, a ponto de fãs discutirem significados por décadas. Em alguns casos, segundo o jornalista Ben Forrest, em matéria publicada no site Far Out, nem mesmo os próprios integrantes tinham total clareza sobre o que certas músicas queriam dizer.

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Depois da saída de Syd Barrett em 1968, foi Roger Waters quem assumiu o papel de principal compositor do Pink Floyd. Suas letras passaram a abordar temas políticos e sociais de forma cada vez mais direta, ainda que envoltas em simbolismo. Essa fase consolidou a reputação da banda como um dos nomes mais ambiciosos do rock, mas também criou tensões internas que culminariam na saída de Waters em 1985.

O rompimento abriu caminho para uma nova etapa, liderada pelo guitarrista David Gilmour. Segundo Ben Forrest, o álbum A Momentary Lapse of Reason (1987) marcou não apenas a ausência de Waters, mas também uma mudança profunda na relação da banda com o significado das canções. O disco foi feito a partir de ideias fragmentadas, colaborações externas e até músicas que Gilmour havia composto para projetos solo.

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Diferente dos álbuns conceituais clássicos do Floyd, o trabalho não seguia uma narrativa clara. Forrest observa que, nessa fase, “a atmosfera passou a valer mais do que a história”, e a ambiguidade deixou de ser um recurso intencional para se tornar quase acidental. O resultado dividiu os fãs, embora o álbum tenha representado uma retomada comercial importante, alcançando o terceiro lugar nas paradas britânicas.

Foi nesse contexto que surgiu uma das músicas mais enigmáticas do catálogo da banda. Falando sobre “Yet Another Movie”, sexta faixa do álbum, Gilmour admitiu não ter total domínio sobre o próprio material. “É um esforço mais surrealista do que qualquer coisa que eu tenha tentado antes. Eu mesmo não sei exatamente o que tudo aquilo significa”, confessou o guitarrista, em declaração resgatada por Ben Forrest.

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Originalmente composta como uma peça instrumental, a música recebeu letras apenas numa fase posterior da produção, além de trechos de áudio retirados dos filmes Casablanca e One-Eyed Jacks. Para Forrest, essa origem fragmentada ajuda a explicar por que a canção soa mais como um mosaico de ideias do que como uma composição com mensagem definida – algo raro até mesmo para os padrões do Pink Floyd.

Curiosamente, apesar de seu caráter confuso, “Yet Another Movie” esteve presente em todos os shows do Pink Floyd entre 1987 e 1989. Segundo o jornalista, isso reforça como a banda, mesmo sem entender completamente o significado da música, enxergava nela um valor estético e atmosférico suficiente para levá-la ao palco.

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