Na segunda sessão dedicada às alegações finais, que decorreu esta terça-feira no Tribunal de São João Novo, no Porto, a defesa do arguido Sérgio Pereira, que no meio policial era conhecido como “Satanás” ou “Pistolas”, sustentou que o seu constituinte e os restantes elementos daquela equipa não eram “santos”, mas sim agentes que, pela natureza do trabalho em bairros problemáticos, tinham de ser “três vezes mais astutos do que um delinquente”. “Caso contrário, eram engolidos”, afirmou, sustentando que, apesar de não estar vocacionada para o combate ao tráfico de droga, a brigada em causa realizava mais apreensões do que a própria esquadra com essa competência, o que terá contribuído para que os agentes se tornassem um alvo. “Por isso, tornaram-se incómodos”, disse.
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