O escritor Michael Schumacher, autor de biografias de grandes personalidades da cultura contemporânea como Francis Ford Coppola e Eric Clapton, faleceu aos 75 anos no último dia 29 de dezembro. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6/1) pelo jornal britânico Daily Mail que recebeu a confirmação de Emily Joy Schumacher, filha do biógrafo. Até o momento, não foram reveladas as causas da morte.
Emily Joy compartilhou memórias sobre o pai em seu depoimento ao veículo. “Meu pai amava as pessoas. Amava conversar, ouvir, trocar ideias. Quando penso nele, lembro dele envolvido em uma conversa, com um café na mão e um caderno”, afirmou a filha do escritor.
Nascido no Kansas, Schumacher viveu a maior parte de sua vida em Kenosha, no Wisconsin. Ele estudou ciência política na Universidade de Wisconsin–Parkside, mas, segundo sua filha, não concluiu a graduação, faltando apenas um crédito para finalizar o curso.
O biógrafo destacou-se por transformar trajetórias complexas em narrativas detalhadas e acessíveis. Entre suas obras mais conhecidas estão “Francis Ford Coppola: A Filmmaker’s Life”, “Crossroads: The Life and Music of Eric Clapton” e “Dharma Lion: A Biography of Allen Ginsberg”.
Além de documentar a vida de artistas, Schumacher também escreveu sobre esportes com “Mr. Basketball: George Mikan, the Minneapolis Lakers & the Birth of the NBA” e sobre quadrinhos em “Will Eisner: A Dreamer’s Life in Comics”. Parte significativa de sua carreira foi dedicada a pesquisas sobre desastres marítimos.
Emily Joy revelou que o pai tinha um método de trabalho particular. Ele primeiro escrevia seus textos à mão em diversos cadernos antes de transferi-los para uma máquina de escrever. “Ainda lembro do som das teclas”, compartilhou.
Para a filha, Schumacher deixa um importante legado como historiador cultural, definindo-o como “uma pessoa que amava a história e um bom ser humano”.