Governo avançou na quarta-feira que o aeroporto de Lisboa vai continuar a ser usado durante mais 10 a 12 anos e garantiu que a construção de Alcochete é mesmo para avançar.

O aeroporto de Lisboa vai continuar a ser usado durante 10 a 12 anos, enquanto o aeroporto de Alcochete está a ser construído, anunciou esta quarta-feira o Governo.

“Este aeroporto vai ter que servir os portugueses nos próximos dez a 12 anos”, disse hoje o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz.

“Não temos dúvidas disso. Com qualidade. E servir os portugueses é servir o turismo nacional. Foi o turismo que garantiu que nos últimos dez anos conseguíssemos crescer como crescemos., Que nos momentos de crise maior foi o setor que agarrou a economia, que conseguiu que Portugal continuasse a crescer”.

Apesar das obras de expansão do aeroporto de Lisboa, o novo aeroporto em Alcochete vai mesmo avançar, garantiu o ministro.

“O tempo dos adiamentos acabou. Teremos um novo aeroporto, o Luís Vaz de Camões”, garantiu o governante esta quarta-feira numa visita às obras de remodelação no aeroporto de Lisboa.

Esta quarta-feira teve lugar o evento de inauguração da ampliação do Terminal 2 que conta com quatro novas portas, sete portas renovadas e mais espaço para os passageiros. Este foi um investimento na ordem dos 20 milhões de euros, segundo a ANA.

Ao mesmo tempo, o ministro visitou também as obras da expansão do Terminal 1 do aeroporto de Lisboa para criar uma nova área de embarque: o Pier Sul, que vai dar mais 10 novas portas de embarque ao Terminal 1, com mais 33 mil m2 num investimento total de 300 milhões.

“O tempo dos wavers, aquele termo em inglês que ouvíamos tantas vezes nas notícias, acabou. A ANA tem que fazer as obras a que se obriga e tem que, acima de tudo, lançar o desafio para o próximo aeroporto”, destacou o ministro.

“Vimos obras muitos interessantes [referindo-se à expansão do Terminal 1] e à boa maneira portuguesa, muitos de vós estariam a dizer: ‘quando este aeroporto estiver pronto, não vamos precisar de nenhum aeroporto novo, porque isto vai servir para gerações. Mas porque é que querem fazer um novo aeroporto?’”, afirmou.

“Pois desenganem-se. E fica aqui uma mensagem à ANA que é muito clara, e sei que a ANA está a cumprir”, acrescentou Miguel Pinto Luz.

Pinto Luz adiantou que a ANA vai entregar este mês a primeira fase do relatório ambiental do aeroporto de Alcochete: “Os 36 meses globais até à entrega final da candidatura – com os projetos, execução, avaliações de impacto ambiental – todas as dimensões estão a ser cumpridas para podermos ter um aeroporto novo para substituir este”.

Sobre o futuro dos terrenos do Humberto Delgado, o ministro disse: “já estamos a pensar aquilo que vamos fazer com o Município de Loures e com o Município de Lisboa. Isto é programar para gerações. Sem partidarismos, encontrando aquilo que nos une”.

Miguel Pinto Luz também abordou o “elefante na sala”, as intermináveis filas de espera na fronteira no aeroporto de Lisboa para entrar no país.

“O Governo tomou uma decisão: é a primeira vez em muito tempo que a PSP e a GNR abraçaram, deram as mãos, em prol do interesse nacional”, afirmou sobre o facto de a GNR passar a controlar também as fronteiras no aeroporto de Lisboa com a PSP. O executivo também decidiu suspender o EES, o novo sistema de controlo de fronteiras, estando a ser usado o anterior sistema.

“Hoje as filas de espera estão reduzidas. Temos hoje um tempo máximo de espera de 30 minutos, mas não podemos fugir às nossas responsabilidades europeias”, defendeu, apontando que o executivo quer garantir que as intermináveis filas de espera não voltam a ter lugar.

“A resposta que demos foi clara e hoje temos um aeroporto a funcionar. Mas não podemos estar quietos à sombra da bananeira, porque o sistema tem que funcionar à escala europeia e a Europa também aqui tem que dar o exemplo, não pode continuar a marcar passo e ser diferente de outras geografias do mundo”, rematou.