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Apesar do compromisso de Bruxelas de proibir as importações de GNL russo até 2027, a organização não-governamental Urgewald revela que mais de 15 milhões de toneladas provenientes do complexo de Yamal, na Sibéria, chegaram no último ano a portos europeus. A UE terá absorvido 76,1% das exportações globais de Yamal, uma percentagem superior à de 2024.
“As nossas portas continuam a funcionar como o pulmão logístico do maior terminal de GNL da Rússia”, afirmou Sebastian Rötters, da Urgewald, defendendo o encerramento imediato do que classifica como uma “lacuna” nas sanções. “Cada carga descarregada num porto europeu é dinheiro directo para o cofre de guerra que alimenta o massacre na Ucrânia”, salienta.
Segundo a ONG, o projecto Yamal depende fortemente do acesso a portos europeus, como Zeebrugge, na Bélgica, que em 2025 recebeu 58 navios com 4,2 milhões de toneladas de GNL, mais do que a China no mesmo período. França foi o maior importador, com 6,3 milhões de toneladas entregues nos portos de Dunquerque e Montoir, num contexto em que a TotalEnergies continua a ser um investidor-chave no projecto russo.
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