Os reclusos serão libertados nas próximas horas, mas Rodríguez, irmão da chefe de Estado interina da Venezuela, não especificou a quantidade de pessoas e o momento exato em que isto ocorrerá. O anúncio foi na estação pública Telesur.

“Trata-se de um gesto unilateral de paz e não foi acordado com mais nenhuma parte”, esclareceu o presidente da Assembleia Nacional. Agradeceu ainda a intermediação do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente brasileiro Lula da Silva e do Governo do Catar.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, há cinco cidadãos espanhóis entre os presos que serão libertados. O JN contactou o Governo português e, até a esta hora, não conseguiu confirmar se há cidadãos lusos na lista.

A ação para aliviar a pressão internacional ocorre horas após a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mostrar-se disponível para manter relações comerciais com os Estados Unidos. “Em primeiro lugar, devo dizer que existe uma mancha nas nossas relações que nunca ocorreu na nossa História, mas é também necessário realçar que não são extraordinárias nem irregulares, por exemplo, as relações económicas e comerciais entre os EUA e a Venezuela”, enfatizou.

“Não nos rendemos à agressão económica e a qualquer tipo de agressão”, frisou. “As nossas mãos estão estendidas a todos os países do Mundo, para as relações, a cooperação económica, comercial, energética”, concluiu a nova presidente do país sul-americano