Na comparação com o trimestre anterior, entre julho e setembro de 2025, os preços das casas aumentou 1,6% tanto na zona euro quanto na UE, de acordo com o serviço estatístico europeu, com Portugal a registar a terceira maior subida (4,1%).

Entre os Estados-membros, os maiores aumentos homólogos dos preços das casas foram registados na Hungria (21,1%), em Portugal (17,7%) e na Bulgária (15,4%), com a Finlândia a apresentar o único recuo (-3,1%).

No terceiro trimestre de 2025, na comparação em cadeia, as subidas mais significativas foram registadas na Letónia (5,2%), Eslováquia (4,9%) e Portugal (4,1%).

O indicador recuou em cinco Estados-membros na variação trimestral, com o Luxemburgo (-3,1%), a Finlândia (-2,2%) e a Eslovénia (-1,1%) a registarem as maiores quebras nos preços das casas.

Numa comparação com 2015, os preços das casas mais do que triplicaram na Hungria (275%) e mais do que duplicaram em 11 países, com Portugal à cabeça (169%), seguido pela Lituânia (162%) e a Bulgária (156%).

Custos de construção de habitação nova sobem 4,5%

Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5%, em novembro, face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo uma divulgada esta sexta-feira pelo INE.

A variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) situou-se em 4,5% em novembro, uma taxa superior em 0,1 pontos percentuais face à observada em outubro – entretanto revista em alta -, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de em outubro ter verificado uma variação homóloga de 1,3%, o preço dos materiais subiu 1,0% em novembro, enquanto a variação relativa ao custo da mão-de-obra aumentou 0,6 pontos percentuais face a outubro para 8,7%.

De acordo com o INE, entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, que subiram cerca de 25%, e os móveis de cozinha, os artigos sanitários e elevadores, escadas e tapetes rolantes, todos com subidas de 5%.

Em sentido contrário, betumes e chapa de aço macio e galvanizada desceram 10% e os materiais de revestimento, isolamentos e impermeabilização e os produtos cerâmicos baixaram cerca de 5%.

Numa análise em cadeia, a taxa de variação mensal do ICCHN foi de 0,4% em setembro, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior, com o custo dos materiais a recuar 0,2% e a mão-de-obra a avançar 1,1%.