Ao que o JN apurou, as 111 pessoas que moravam no prédio e que foram realojadas na noite do incêndio (a maioria foi acolhida por familiares e 30 delas alojados num hotel, disponibilizado pela autarquia) não poderão regressar às suas habitações nos próximos tempos, depois de uma primeira inspeção ao edifício, para apurar os danos que o incêndio na garagem provocou na estrutura do prédio, ter considerado que não apresenta segurança para os moradores.
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Ao JN, um dos elementos da administração do condomínio deu nota que não foi autorizado o regresso das pessoas e que apenas lhes foi permitido entrar no prédio desde o incêndio, “por breves instantes”, para irem buscar alguns dos seus pertences.
Isto porque, com o incêndio e as altas temperaturas que o mesmo provocou, a laje da garagem do prédio cedeu 5 centímetros e vai ser necessário realizar uma intervenção para reforçar a segurança. “A Proteção Civil vai fazer o reforço da laje que foi afetada, vai fazer um escoramento, para depois ser realizada uma nova análise, por técnicos especialistas da Faculdade de Engenharia do Porto, que vão fazer testes de resistência da laje e apurar se é necessário realizar mais alguma intervenção”, acrescentou.
Entretanto, adiantou, ontem reuniram com a Câmara Municipal e estão a procurar, juntamente com a autarquia, encontrar soluções para alojar os moradores, em outros edifícios, durante o período em que decorrem os trabalhos. “As pessoas agora estão mais conformadas, porque perceberam que não estão sozinhas e que se está a fazer tudo para que voltem a casa o mais rápido possível, apesar de não sabermos quando isso vai acontecer”, concluiu.