“Vamos atacá-los com muita força onde dói”, afirmou Trump em tom de aviso, acrescentando que “Estamos a acompanhar a situações de muito perto”.
Esclareceu que qualquer envolvimento dos EUA no país não significa “tropas em solo iraniano”.
“O Irão está em grandes apuros”, disse Trump.
“Parece-me que as pessoas estão a assumir o controlo de certas cidades que ninguém imaginava ser possível há algumas semanas”, acrescentou.
Trump – “Iran’s in big trouble. It looks to me that the people are taking over certain cities that nobody thought were really possible… We’re watching… I made the statement very strongly that if they start killing people like they have in the past, we will get involved.” pic.twitter.com/GoA5zWEAkN
— Emily Schrader – אמילי שריידר امیلی شریدر (@emilykschrader) January 9, 2026
Estas declarações fazem eco das feitas pelo presidente norte-americano na quinta-feira, quando prometeu “atacá-los [ao Irão] com muita força” se “começarem a matar pessoas”.
O presidente também referiu, quinta-feira, que pelo menos parte das vítimas terão morrido esmagadas durante os protestos, devido à pressão de pessoas, sem contudo fornecer a fonte dessa informação.
Multiplicam-se os apelos nas redes sociais para que Donald Trump reaja ao que está a ocorrer no país, onde manifestar-se se tem tornado progressivamente mais perigoso apesar de terem alastrado esta sexta-feira a mais 16 cidades, de acordo com a BBC.
A 13ª jornada de protestos
Esta sexta-feira, os protestos contra o governo ocorreram ao longo de todo o dia, até
à noite, principalmente em Teerão, onde os habitantes marcharam por
várias vias principais, segundo um vídeo verificado pela agência France Presse e imagens não atestadas que circulam nas redes sociais, apesar do bloqueio nacional da internet.
The #Iranian people are burning down the institutions of the Islamic Republic and mosques in Iran. We not only want the overthrow of the Islamic Republic, but even the overthrow of Islam in #Iran.@FoxNews @CNN pic.twitter.com/EAROZe7gxt
— Arash Hampay (@ahampay) January 9, 2026
Ao décimo terceiro dia de um movimento de protesto que ganha força
apesar da repressão, os habitantes locais batiam com panelas e entoavam
palavras de ordem hostis ao governo, incluindo “Morte a Khamenei”, em
referência ao Líder Supremo do Irão.
Num bairro de Sadatabad, no noroeste de Teerão, foram acompanhados por
uma cacofonia de buzinas de automóveis, de acordo com o vídeo
autenticado.
Outras imagens publicadas nas redes sociais mostraram manifestações semelhantes noutros locais do Irão e da capital.
It’s been over 24 hours now that the dictator of Iran has shut down internet connections for 90 million Iranians.
Internet access is the lifeline of Iran uprising and by making @Starlink services available for Iranian revolutionaries, @elonmusk has made a crucial and… pic.twitter.com/hqZ0kae9tr
— Masih Alinejad 🏳️ (@AlinejadMasih) January 9, 2026
Manifestantes terão ainda lançado fogo ao túmulo do fundador da
República Islâmica, o ayatollah Khomeni e incendiaram mesquitas e sedes
de governo em várias cidades, como atestam estas imagens alegadamente ocorridas em Karaj.
BREAKING:⁰
The brave people of Iran are once again burning down regime buildings.⁰
The 13th night of the uprising is HUGE.
— Vivid.🇮🇱 (@VividProwess) January 9, 2026
Os canais de televisão em língua persa, sediados no estrangeiro, transmitiram vídeos de inúmeros manifestantes em Mashhad, no leste do Irão, em Tabriz, no norte, e na cidade sagrada de Qom.
Há rumores de que Mashhad, a segunda mais importante do Irão, terá caído nas mãos dos manifestantes ao início de sexta-feira.
Depois de dias de quase silêncio e numa altura em que se teme o agravamento da repressão por parte do regime, a coberto do corte de internet e de telefone, os líderes europeus reagiram à revolta.
Emmanuel Macron, Keir Starmer e Friedrich Merz, presidente de França e primeiros-ministros do reinuo Unido e da Alemanha, respetivamente, condenaram veementemente na sexta-feira “o assassinato de manifestantes” e a “violência” cometida pelas forças de segurança no Irão, apelando às autoridades iranianas para que “mostrem moderação”.
As Nações Unidas apelaram à investigação às mortes de civis desarmados, que serão já mais de meia centena.
O ayattolah Ali Khamenei, Líder Supremo do Irão, condenou os manifestantes por estarem a “destuir as ruas para agradar a Trump” e prometeu que o seu governo não irá recuar perante a pressão das ruas.
com agências