Num dia de campanha eleitoral atípico, abreviado para dois dos principais candidatos devido à participação no Conselho de Estado, Marques Mendes até calçou luvas de boxe, numa visita à Associação Social dos Idosos da Amoreira, em Cascais, mas recebeu mais ataques do que aqueles que desferiu. Sobretudo a Cotrim de Figueiredo, a quem apontou “comportamentos ridículos” no dia em que foi revelado o envio de uma carta do eurodeputado da Iniciativa Liberal ao primeiro-ministro Luís Montenegro.
Apesar de ter começado o dia com um novo cerrar de fileiras junto da AD, almoçando com Carlos Moedas, Marco Almeida e Nuno Piteira Lopes, os autarcas sociais-democratas de Lisboa, Sintra e Cascais, Marques Mendes estava na reunião do órgão consultivo da Presidência da República quando Pedro Santana Lopes não só recebeu António José Seguro na Câmara da Figueira da Foz como deixou claro que “a Presidência da República ficará bem entregue” em caso de vitória do antigo secretário-geral do PS.
No final da manhã, o também conselheiro de Estado André Ventura acusou novamente Mendes de “arranjar subterfúgios para nunca responsabilizar o Governo”, numa referência à forma como o rival apontou à direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, em vez da ministra Ana Paula Martins, na sequência das três mortes relacionadas com atrasos no INEM.