Donald Trump defendeu esta quinta-feira que a sua “própria moralidade” é o único limite ao seu poder enquanto Presidente dos Estados Unidos, rejeitando o direito internacional como travão a ataques contra outros países.
O republicano tem sido alvo de críticas desde a operação militar na Venezuela que resultou na captura do Presidente do país latino-americano, Nicolás Maduro, e em cerca de uma centena de mortes, segundo as autoridades de Caracas.
Questionado numa entrevista ao The New York Times sobre se existiam limites ao seu poder fora dos Estados Unidos, Trump respondeu: “Sim, há uma coisa: a minha própria moralidade, a minha própria mente. Essa é a única coisa que me pode parar.” E acrescentou: “Não preciso de direito internacional.”
Ao longo da entrevista, Trump invocou o que descreveu como o sucesso do ataque ao programa nuclear iraniano, a rapidez com que diz ter destruído a imagem internacional do Governo venezuelano e os seus planos em relação à Gronelândia.
Sobre este último ponto, recusou esclarecer se prefere adquirir o território autónomo à Dinamarca ou preservar a coesão da NATO.