Segundo a instituição, a utente foi colocada no chão por um familiar, anunciando a intenção de fotografar e divulgar as imagens, tendo a equipa de enfermagem intervindo de imediato. O caso tinha sido inicialmente denunciado nas redes sociais pelo filho da doente, que relatou dores insuportáveis da mãe e dificuldades no acesso aos cuidados de saúde.

Segundo a ULS de Coimbra, em comunicado, a doente oncológica, que tem cancro há mais de 20 anos, nunca permaneceu no chão por falta de macas.
Após o pedido de um familiar ao enfermeiro da pré-triagem, foi disponibilizada uma cadeira de rodas, com apoio de um segurança, e a utente entrou no Serviço de Urgência acompanhada por familiares.
“Durante um curto período, um familiar decidiu regressar ao veículo, trazer uma manta, estendê-la no chão e deitar a doente, anunciando a intenção de fotografar e divulgar imagens”, lê-se no documento.
A equipa de enfermagem terá intervindo de imediato, procedendo à triagem da doente. A ULS de Coimbra garante que nunca permitiria que uma utente permanecesse no chão por falta de meios.
O mesmo comunicado refere que a doente recorreu ao serviço em duas ocasiões, sendo sempre triada com prioridade laranja (muito urgente), observada dentro dos tempos-alvo, medicada e acompanhada clinicamente, de acordo com os protocolos vigentes.
A ULS rejeita acusações infundadas contra os profissionais, destacando o profissionalismo e dedicação das equipas do Serviço de Urgência, muitas vezes sob elevada pressão. A instituição reafirma o compromisso com a verdade dos factos, a qualidade dos cuidados e a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Filho da utente denunciou o caso
O relato foi feito nas redes sociais pelo filho de uma utente com “cancro generalizado na zona abdominal”. O homem publicou uma fotografia ao lado da mãe, explicando que as dores eram insuportáveis e que só naquela posição a mulher conseguia sentir-se melhor enquanto aguardava por cuidados médicos.
O filho da utente, de 59 anos, denunciou ainda que contactou a Saúde 24, mas ninguém atendeu.
A mulher acabou por dirigir-se às urgências do hospital pelos próprios meios, depois de esperar mais de uma hora pela ambulância. O filho da doente oncológica, que “gritava de dores”, acabou por colocá-la no chão do hospital.
Segundo relata, “só quando perceberam que aquela imagem estava a ser registada é que alguém começou a agir”. Após o episódio, a paciente recebeu soro, foi-lhe administrada morfina e foram realizados exames.
[Artigo atualizado às 21:04]