Jacques Moretti, coproprietário do bar Le Constellation, na cidade turística suíça de Crans-Montana, foi detido na sexta-feira, enquanto os procuradores investigam a tragédia. A maioria das 40 pessoas que morreram eram adolescentes e outras 116 ficaram feridas.

Moretti disse à procuradoria de Vallais que descobriu que a porta estava trancada logo após o incêndio fatal. Ao chegar ao local, arrombou a porta, de acordo com excertos de relatórios policiais publicados por vários meios de comunicação franceses e suíços, confirmados à AFP por uma fonte próxima do caso.

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O dono do bar disse que encontrou várias pessoas caídas atrás da porta depois de a abrir.

Estão também a ser levantadas questões sobre a presença e acessibilidade de extintores e se as saídas de emergência do bar estavam em conformidade com as normas.

As primeiras conclusões sugerem que o incêndio foi provocado por garrafas de champanhe com pequenos foguetes que entraram em contacto com a espuma de isolamento acústico instalada no teto da cave do estabelecimento. “Colocamos sempre uma vela de faísca quando servimos uma garrafa de vinho no salão”, disse a mulher e co-proprietária, Jessica, que foi libertada após a audiência de sexta-feira.

Moretti disse aos investigadores que tinha realizado testes e que as velas não eram suficientemente potentes para incendiar a espuma acústica. Afirmou ainda comprou a espuma numa loja de materiais de construção e instalou-a ele próprio durante as remodelações realizadas após a compra do estabelecimento em 2015.

Em relação à presença de vários menores no bar no momento da tragédia, Moretti disse que o estabelecimento proibia a entrada a menores de 16 anos e que os clientes dos 16 aos 18 anos deveriam ser acompanhados por um adulto. Garantiu ter dado estas “instruções” à equipa de segurança, mas reconheceu que “é possível que tenha havido uma falha no protocolo”.

O casal é suspeito de “homicídio negligente, ofensa à integridade física negligente e incêndio criminoso culposo”.